Qualidade de produto vendido em hipermercado de Uberaba é questionada por consumidora. De acordo com a secretária Natália Cristina Medeiros Silva, a carne que comprou estava sem a data de validade e, ainda, assim que abriu o pacote percebeu que a cor estava escura, com aspecto de velho. Ela ficou bastante indignada com a situação e já procurou os órgãos afins para ter seus direitos garantidos.
De acordo com Natália, ela esteve no hipermercado na noite de quinta-feira, comprou algumas carnes diretamente no açougue e outras estavam empacotadas nas pistas frias. “Percebi que as carnes da gôndola estavam sem prazo de validade, apenas com uma etiqueta mostrando a data de fabricação. A que comprei, por exemplo, estava com uma cor estranha, um pouco escura, dando a impressão de velha”, explica Natália.
A secretária revela que percebeu que o produto não estava de boa qualidade ainda no supermercado, mas mesmo assim comprou e levou para casa para mostrar a situação aos órgãos afins, como Vigilância Sanitária e Procon, no intuito de que fizessem a fiscalização, evitando que alguém compre a carne desta forma. “Consegui perceber, pois tenho o costume de analisar bem o produto, mas outra pessoa poderia não ser tão cautelosa e levar para casa algo que não está em boas condições”, afirma a secretária, ressaltando que repassou a situação ao gerente do supermercado, que orientou a consumidora para que trocasse por outro em boa qualidade, mas ela disse que levaria a carne para que pudesse ser feita a fiscalização.
Na manhã de ontem, Natália entrou em contato com a Vigilância Sanitária, para que fosse feita a análise, assim como no Procon. Natália disse também que pretende buscar meios judiciais para que a situação não se repita. “Trata-se de um supermercado muito grande, que está ampliando o atendimento em Uberaba, e mesmo assim fatos como este continuam acontecendo, não é a primeira vez que tenho o desprazer de comprar um produto de má qualidade neste estabelecimento”, afirma.
A Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, esclarece, por meio da assessoria de imprensa, que nesses casos é necessário que o consumidor entre em contato imediatamente com a Vigilância Sanitária, para que dê tempo de fiscalizar. Caso não esteja no horário comercial, o consumidor deve levar o produto com o cupom fiscal na primeira hora do dia seguinte à central da Vigilância Sanitária. Se comprovada a irregularidade, o estabelecimento irá arcar com as normas do Código Sanitário. É importantíssimo que não haja demora na denúncia, para que a Vigilância consiga fiscalizar com mais eficiência. É recomendado também que o consumidor faça a denúncia ao Procon. Muitas reclamações chegam à central da Vigilância todos os dias, mas muitas delas são muito tempo depois da compra, o que torna a fiscalização ineficiente.
No Procon, a informação é de que o caso da secretária será analisado e que o órgão deverá promover novas fiscalizações no hipermercado, que já foi inclusive autuado em outras situações pela mesma irregularidade.