A Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, destinada às crianças de seis meses a menores de cinco anos, terminou no dia 21 em todo o país, mas em Uberaba a Secretaria Municipal de Saúde decidiu prorrogá-la até a próxima sexta-feira (28). O objetivo é atingir a meta prevista de imunizar no mínimo 95% do público-alvo, já que até agora apenas 13.677 (80%) crianças foram imunizadas contra a poliomielite ou paralisia infantil. Segundo o Ministério da Saúde, foram vacinados contra a doença no país quase 10 milhões crianças (75%).
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, 1.689 (85%) crianças menores de um ano e 11.988 (78,82%) das crianças de um a menores de cinco anos já foram vacinadas. No entanto, ainda faltam 3.519 crianças para ser vacinadas. Por isso, o secretário de Saúde, Fahim Sawan, destaca que os pais ainda podem procurar qualquer um dos postos de vacinação, localizados nas Unidades Básicas de Saúde do município, para proteger seus filhos. “Conseguimos atingir 80% de nossas crianças, mas queremos mais. Vamos prorrogar a campanha até a próxima sexta para atingirmos os 95% estipulados desde o início. A paralisia infantil é uma doença séria que pode deixar sequelas para o resto da vida”, frisa.
Vale lembrar que não existe tratamento contra a paralisia infantil, sendo a vacina a única forma de prevenção. Ela protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. Mesmo as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia podem receber as gotinhas. Em alguns casos como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.
Certificado de erradicação. O último caso registrado de poliomielite no Brasil foi há 24 anos e, desde 1994, o país mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite. Mesmo assim, é fundamental manter as crianças imunizadas para evitar a reintrodução do vírus no Brasil, já que alguns países da África ainda registram casos da doença.