Demora em desapropriação pode prejudicar ampliação do aeroporto de Uberaba. Para atender às normas de segurança da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pensando no desenvolvimento econômico da cidade, a Infraero precisa ampliar a área do aeroporto, mas para isto é preciso desapropriar espaços com casas no bairro Planalto. Porém, em um último encontro entre o prefeito Anderson Adauto e os moradores, o processo de desapropriação foi adiado.
Segundo determinações da Anac e diante do tamanho atual da pista de pouso é preciso ampliar a área ao redor, um espaço livre de obstáculos, como casas e árvores, para que seja possível fazer um pouso seguro, considerando o tamanho das aeronaves que hoje pousam no aeroporto de Uberaba.
Segundo o superintendente da Infraero, João Itacir Freitas, é uma norma recente da Anac que diz que é necessário ter área de 300m lineares a partir do centro da pista. “Com essa nova determinação, temos de ampliar a área livre e, para isso, é preciso atingir uma área construída que está fora do aeroporto, sob gestão da Prefeitura”, explica João Itacir.
Portanto, para atender a esta determinação da Anac e também ao desenvolvimento do município, é necessária a desapropriação de área de 45 mil m². A partir disso se iniciou uma negociação com a PMU, entretanto, no último encontro realizado entre moradores, representantes da Infraero e o prefeito Anderson Adauto, depois de ouvir as reivindicações dos moradores afetados e receber a informação de que seriam 500 casas que teriam de ser demolidas, o prefeito teria dito durante o encontro que não faria o decreto de desapropriação, postergando a ampliação.
O posicionamento de Anderson acabou gerando preocupação, haja vista que caso não seja feita a ampliação, será preciso reduzir o tamanho da pista de pouso, com isso será preciso diminuir o tamanho das aeronaves. “Isso com certeza é preocupante, pois, além de o aeroporto estar em um ritmo de crescimento, a cada mês aumenta o número de passageiros. Com aeronaves menores operando, haverá redução nesse movimento. Além disso, não podemos nos esquecer da chegada de importantes empreendimentos para Uberaba, como a Zona de Processamento e Exportação. Para isso é preciso ter um aeroporto em que pousem aviões de grande porte e com carga. Se a pista diminuir, isso não será possível”, explica João Itacir.
Além disso, o superintende lembra que a Infraero deve apresentar até o fim do ano o plano diretor do aeroporto de Uberaba. E neste documento deverão estar os possíveis investimentos que serão feitos no local. “Se teremos de diminuir a pista, ao ampliar a área do aeroporto isso terá de vir escrito no plano diretor”, afirma o superintendente.