CIDADE

Sem desapropriação de 500 casas, aeroporto da cidade pode diminuir

Demora em desapropriação pode prejudicar ampliação do aeroporto de Uberaba. Para atender às normas de segurança da Anac

Geórgia Santos
Publicado em 29/09/2012 às 00:30Atualizado em 19/12/2022 às 17:09
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Demora em desapropriação pode prejudicar ampliação do aeroporto de Uberaba. Para atender às normas de segurança da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pensando no desenvolvimento econômico da cidade, a Infraero precisa ampliar a área do aeroporto, mas para isto é preciso desapropriar espaços com casas no bairro Planalto. Porém, em um último encontro entre o prefeito Anderson Adauto e os moradores, o processo de desapropriação foi adiado.

Segundo determinações da Anac e diante do tamanho atual da pista de pouso é preciso ampliar a área ao redor, um espaço livre de obstáculos, como casas e árvores, para que seja possível fazer um pouso seguro, considerando o tamanho das aeronaves que hoje pousam no aeroporto de Uberaba.

Segundo o superintendente da Infraero, João Itacir Freitas, é uma norma recente da Anac que diz que é necessário ter área de 300m lineares a partir do centro da pista. “Com essa nova determinação, temos de ampliar a área livre e, para isso, é preciso atingir uma área construída que está fora do aeroporto, sob gestão da Prefeitura”, explica João Itacir.

Portanto, para atender a esta determinação da Anac e também ao desenvolvimento do município, é necessária a desapropriação de área de 45 mil m². A partir disso se iniciou uma negociação com a PMU, entretanto, no último encontro realizado entre moradores, representantes da Infraero e o prefeito Anderson Adauto, depois de ouvir as reivindicações dos moradores afetados e receber a informação de que seriam 500 casas que teriam de ser demolidas, o prefeito teria dito durante o encontro que não faria o decreto de desapropriação, postergando a ampliação.

O posicionamento de Anderson acabou gerando preocupação, haja vista que caso não seja feita a ampliação, será preciso reduzir o tamanho da pista de pouso, com isso será preciso diminuir o tamanho das aeronaves. “Isso com certeza é preocupante, pois, além de o aeroporto estar em um ritmo de crescimento, a cada mês aumenta o número de passageiros. Com aeronaves menores operando, haverá redução nesse movimento. Além disso, não podemos nos esquecer da chegada de importantes empreendimentos para Uberaba, como a Zona de Processamento e Exportação. Para isso é preciso ter um aeroporto em que pousem aviões de grande porte e com carga. Se a pista diminuir, isso não será possível”, explica João Itacir.

Além disso, o superintende lembra que a Infraero deve apresentar até o fim do ano o plano diretor do aeroporto de Uberaba. E neste documento deverão estar os possíveis investimentos que serão feitos no local. “Se teremos de diminuir a pista, ao ampliar a área do aeroporto isso terá de vir escrito no plano diretor”, afirma o superintendente.

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