Conforme a avaliação da equipe médica, o caso seria encaminhado para a Central de Regulação de Leitos e a criança seria transferida
Alegando que o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) não tem condições de realizar cirurgia cardíaca no filho de quatro meses, o auxiliar de produção Watson Ricner Severiano, 30 anos, tentou, por conta própria, um leito no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). No entanto, o procedimento adotado por ele, apesar de bem intencionado, não foi o correto.
A criança está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Há cerca de vinte dias estamos sofrendo com essa situação. Só quero que meu filho seja bem tratado e consiga fazer as cirurgias necessárias para se curar”, disse o pai, visivelmente abalado por causa dos últimos dias passados no hospital. “Quando cheguei lá, alegaram que por não sermos moradores de Uberlândia a transferência não seria fácil”, disse.
Porém, conforme determinam as regras do Sistema Único de Saúde (SUS), o pedido de transferência deve partir da equipe médica do hospital onde o paciente está internado, no caso o HC-UFTM o que, até o momento, não ocorreu.
Conforme a avaliação da equipe médica, o caso seria encaminhado para a Central de Regulação de Leitos e a criança seria transferida para a unidade mais adequada.
No Hospital da Universidade do Triângulo Mineiro em Uberaba, a assessoria de imprensa informou que a solicitação de esclarecimento sobre os motivos que levam a não emissão do encaminhamento foi encaminhada à Direção Clínica. No entanto, até o fechamento desta edição, por volta das 20h50 não houve posicionamento do setor.
Já a Secretaria Municipal de Saúde, que fica responsável pelo transporte do paciente quando há a necessidade de transferência, se manifestou por meio da assessoria, informando que até agora não houve nenhuma solicitação do HC-UFTM.
O HC-UFU, de Uberlândia, informou que ainda não recebeu nenhuma notificação oficial de pedido de transferência do paciente.