A paralisação é contra o Projeto de Lei 4.330, que regulamenta a terceirização de empregados no Brasil
Agências bancárias em todo o país paralisaram as atividades ontem, sob a liderança da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A paralisação é contra o Projeto de Lei 4.330, que regulamenta a terceirização de empregados no Brasil. Segundo o Sindicato dos Bancários de Uberaba e Região, aqui não houve paralisação por pressão dos bancos, mas panfletos foram distribuídos no centro da cidade para informar a população sobre as reivindicações da classe.
Em entrevista à Rádio JM, o presidente Maurício Souza destacou que a revolta da classe, assim como da população que está manifestando na rua, é contra os desmandos do governo. “Se passar, esse PL 4.330 tirará os direitos já garantidos aos trabalhadores. Em Uberaba, nós tentamos na semana passada paralisar as atividades da Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, mas não conseguimos. Faltam mobilização e conscientização dos empregados. Infelizmente, se existe uma pressão muito grande no Banco do Brasil e na Caixa, imagine então sobre os empregados dos bancos particulares! Vamos mobilizar a classe na semana que vem em Brasília contra o projeto”, afirmou.
A Contraf-CUT afirma que a proposta reduz os direitos trabalhistas garantidos em acordos e convenções coletivas, na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e na Constituição Federal. Maurício de Souza ressaltou ainda que em Uberaba os trabalhadores sofrem grande assédio psicológico. “Isso inviabilizou a nossa paralisação em um momento tão justo, pois se passar esse PL 4.330, terceiriza-se tudo, ou seja, todos os setores poderão ser privatizados”, completou. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) está mobilizando diversas categorias de trabalhadores para uma paralisação conjunta no dia 11 deste mês, em apoio a reivindicações trabalhistas, incluindo o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas, o direito de greve dos servidores e o fim das demissões imotivadas para diminuir a rotatividade de empregos.