CIDADE

Sem preconceito, Maria Boneca abre o Carnaval 2013 de Uberaba

Além de pessoas assistidas pela instituição e funcionários, a festa contou com a participação de universitários e pessoas da comunidade: todos juntos na luta antimanicomial

Paulo Borges
Publicado em 09/02/2013 às 09:48Atualizado em 19/12/2022 às 14:48
Compartilhar

Com muita animação e livre de preconceitos foi realizado, na manhã de ontem, o tradicional desfile do bloco “Maria Boneca”, organizado pela Fundação Gregorio Baremblitt. Além de pessoas assistidas pela instituição e funcionários, a festa contou com a participação de universitários e pessoas da comunidade: todos juntos na luta antimanicomial. Aproximadamente 400 pessoas participaram do evento, que saiu da sede da Fundação, na rua Capitão Domingos e culminou na Praça do Mercado Municipal.

A psicóloga Camila de Falco comentou a festa e a importância de se fortalecer a luta antimanicomial. “Estamos felizes, pois é um trabalho nesta luta pela inclusão que começou com poucas pessoas e hoje já é tradição. Nosso objetivo é a sensibilização social e integrar à sociedade essas pessoas que têm algum sofrimento mental. Integrá-las”, afirmou a psicóloga, reforçando que as festas realizadas ao longo do ano são momentos importantes para que os internos possam atingir um nível festivo de vida perante tantos problemas, seja pela falta de oportunidades de trabalho ou escolaridade. “Qualquer forma de festa é bem vinda para os Caps”, completou.

Para Camila, a falta de informação e o preconceito continuam sendo os piores obstáculos para que as pessoas com algum sofrimento mental possam levar uma vida considerada normal. “Não existe uma sensibilidade social ao que chamamos de loucura. Há muito estigma, como se o louco fosse perigoso, agressivo ou pudesse haver algum tipo de perigo no fato de a pessoa se relacionar com a loucura, como se ela fosse contagiosa. Por isso, sair fantasiado, passando esta mensagem é tão importante, pois, quando alguém vê o desfile, não sabe quem é terapeuta, quem é estudante ou paciente. Esta mistura faz com que as pessoas percebam que não existe este estigma e que se trata de uma conclusão, história criada pela sociedade para poder excluir essas pessoas”, avaliou a psicóloga.

 

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por