Revoltados com atraso no pagamento da produtividade, empreiteiros da Construtora Guia, responsável pela obra, realizam paralização
Revoltados com atraso no pagamento da produtividade, empreiteiros da Construtora Guia, responsável pela construção do Hospital Regional, realizam paralisação. Na tarde de ontem representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba estiveram no local para ouvir as reivindicações dos trabalhadores, que prometeram que somente retornam aos trabalhos se a empresa pagar os valores devidos, relativos aos meses de outubro e novembro.
Não é a primeira vez que os funcionários da empresa Guia realizam manifestações referentes a pagamentos atrasados. Desta vez, eles afirmam que a Guia não está cumprindo com o que foi acordado, “todos os meses, além do salário recebemos também uma quantia por produtividade, é feita uma medição de cada trabalho feito e a partir disso recebemos um acréscimo e é justamente isto que não estamos recebendo. No início da semana nos repassaram um valor, quando que na verdade é muito mais, no meu caso devo receber R$ 2.240 e me pagaram apenas R$ 500”, explica um dos funcionários que preferiu manter a identidade preservada.
Além disso, os funcionários reclamam também das condições de trabalho, eles afirmam que a empresa não oferece equipamentos necessários para segurança, apenas botas, capacetes e luvas. O cinto de segurança, por exemplo, em caso de trabalho em locais altos, nunca foi oferecido. Os funcionários afirmam ainda que diante desta situação, não será possível concluir as obras em uma das alas do hospital, até o dia 15 de dezembro, conforme anunciado pela prefeitura.
Por sua vez, o presidente do sindicato, José Lacerda Sobrinho, diz que lamenta a postura da empresa, bem como da prefeitura por conta desta atitude, pois também é de responsabilidade do município fiscalizar a obra que é pública e precisa ser inaugurada o quanto antes. “Já fizemos vistorias referentes à segurança do trabalho que também é lamentável e peço ao prefeito Anderson Adauto e às autoridades competentes, que façam gestão junto à empresa para que libere o pagamento destes trabalhadores”, afirma.
Acompanhada do presidente do sindicato, a equipe de reportagem do Jornal da Manhã foi conversar com os diretores da empresa. De acordo com funcionário responsável pelo Departamento Pessoal, Clovis Alves Fernandes, não houve atraso nos pagamentos, todos receberam a produtividade e assinaram o recibo, “se querem receber algo mais por isso não fui informado, paguei o que deveria ser pago”, afirma.