CIDADE

Sem receber salários, operários da obra do Fórum procuram sindicato

Thassiana Macedo
Publicado em 19/02/2013 às 10:14Atualizado em 17/12/2022 às 09:18
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Trabalhadores contratados pela empresa Engefort Construtora que atuam na obra do novo Fórum de Uberaba, no Parque do Paço, reclamam que estão há cerca de 20 dias sem receber o salário do mês. Alguns foram demitidos e desalojados dos dormitórios da empresa, não recebem mais alimentação e não têm como voltar para casa. Um grupo procurou o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba (Sticmu), que pretende tomar medidas a respeito.

O operário Donizete Dias Santos conta que foi demitido e não só ficou sem receber salário e acerto, no valor de R$1.040, como não recebe mais alimentação por conta da empresa e estão querendo retirá-lo do alojamento. Ele não consegue mandar dinheiro para o sustento da família, que ficou no Maranhão, e também não pode voltar para casa. O carpinteiro Raimundo Silva Santos conta que também está sem receber e que a empresa já cortou o alojamento e a alimentação, obrigando o trabalhador a pagar outro lugar para morar, mas que, por falta de pagamento, o operário teme ser despejado.

O pintor Tiago Alves dos Santos, 29 anos, veio de Sergipe em busca de trabalho e está sem receber o salário. “Procurei o sindicato porque a gente trabalha e precisa receber. Vai fazer 30 dias que trabalho e não recebo. Vim de Sergipe com boas propostas e agora estou de mãos atadas, sem nenhuma palavra. Nesta segunda-feira, ninguém trabalhou, porque falaram que iam pagar, fomos para a obra e não disseram sim nem não. Vim em busca de uma vida melhor para mim e minha família e estamos jogados aqui. A proposta era ganhar R$2 mil por mês e a cada três meses passagem de ida e de volta para casa, e por enquanto não resolveram nada. Procuramos o Ministério do Trabalho, mas a atendente não deu orientação e disse que só pode resolver nosso problema daqui a três meses”, conta.

O presidente do Sticmu, José Lacerda Sobrinho, destaca que a maioria dos trabalhadores migrantes é contratada por empresas terceirizadas e algumas não conseguem cumprir os direitos sociais dos operários, que vivem situações de verdadeira degradação. “O sindicato deve e está denunciando aos órgãos competentes, como ao Ministério do Trabalho. As empresas geralmente acreditam que os trabalhadores não têm representação, mas o sindicato está garantindo, através de nosso departamento jurídico, o direito desses trabalhadores. Naturalmente estamos tentando fazer a negociação com a empresa para que ela se sensibilize e ingressando com ações”, frisa.

A reportagem tentou entrar em contato com Dolzonan da Cunha Mattos, diretor de Empreendimentos da Engefort, mas ele não atendeu às ligações até o fechamento desta edição.

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