Acampados na praça Pio XII, desde a última quinta-feira (19), integrantes do MST realizam hoje caminhada até a praça Rui Barbosa
Acampados na praça Pio XII, bairro Gameleiras, desde a última quinta-feira (19), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizam hoje uma caminhada até a praça Rui Barbosa, região central da cidade.
De acordo com o porta-voz do grupo, Edvaldo Soares Santos, a marcha será iniciada às 7h. A ideia é percorrer as principais vias da cidade até chegar à praça Rui Barbosa. “Convidamos toda a sociedade uberabense para conhecer as nossas propostas, pois o MST é um movimento pacífico. Vamos contar com vários órgãos, inclusive o Incra e a Ouvidoria Agrária Nacional, bem como representantes dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas, aos quais iremos formalizar a denúncia em relação à covardia por parte da Polícia Militar de Uberaba”, revelou. “Não podemos deixar isso impune. É um grande acoplamento de fazendeiros, usineiros e a polícia”, afirmou.
Segundo Edvaldo, o próprio poder público municipal se une com o que ele chama a “turma dos latifundiários”. Para ele, “a burguesia, principalmente os criadores de zebu, não gosta do MST, pois o movimento mexe na ferida”.
Durante a entrevista, veiculada ontem na Rádio JM, Edvaldo afirmou que os tais acoplamentos visam a desestabilizar os integrantes do Movimento. “Fizeram de tudo para nos desmobilizar. Mas sabemos que foi assim em outras revoluções, inclusive a cubana, quando ocorreu o bloqueio econômico dos Estados Unidos. No entanto, as alternativas da classe trabalhadora nos fazem manter viva a nossa luta. A praça é nossa, pois é pública. Mas estão tentando nos desanimar. Um apoiador da nossa causa tentou alugar banheiros químicos para que utilizássemos. No entanto, a empresa que oferece o serviço disse que não alugaria banheiros para os sem-terra. É lamentável!”, concluiu.