Termina nesta segunda-feira (11) a coleta de dados para a elaboração da nova matriz curricular elaborada pelo departamento pedagógico da Secretaria de Educação e Cultura (Semec). O objetivo é subsidiar todo o processo de ensino-aprendizagem na rede municipal, desde a educação infantil até o nono ano do ensino fundamental, a partir de 2014. Ela deve vigorar pelos próximos seis a oito anos. As novas regras darão corpo à portaria a ser publicada no Porta-Voz.
De acordo com a assessora do Departamento Pedagógico da Semec, Ilídia Terezinha Arduini Antônio, a matriz curricular em vigor era de 2006 e precisava ser reformulada e atualizada para incorporação das novas tecnologias, por exemplo. “Hoje, as crianças já chegam à nossa rede com dois meses, portanto, as matrizes dizem respeito às crianças desde essa idade até a do nono ano, que é a clientela educação municipal. Nessas matrizes colocamos quais são os conteúdos e as habilidades, porque hoje trabalhamos com o que o aluno tem que saber fazer. Temos também as condições didáticas, ou seja, de que forma o professor vai trabalhar isso. Tudo isso estará descrito. Será feito um encarte que todos os professores deverão ter em mãos para elaborar seus planos de aula e de curso a partir do ano que vem”, explica.
Conforme Ilídia Arduini, a nova matriz contém uma inovação, se comparada à anterior, que é a flexibilização do processo pedagógico para crianças com necessidades especiais. “Por exemplo, vamos supor que haja um programa em que o aluno deva falar sobre o conteúdo aos colegas. Uma criança que tem uma dificuldade de comunicação ou uma deficiência auditiva não teria condições de falar oralmente aos colegas. Por isso, pegamos esse descritor e fazemos uma flexibilização, dando oportunidade para que o aluno utilize a linguagem de sinais para falar aos seus colegas, a fim de que o professor tenha um parâmetro para avaliar o aprendizado e a participação desse aluno depois”, ressalta a pedagoga.
A construção das matrizes foi feita a partir de proposta inicial encaminhada a todas as escolas para que emitissem opiniões. Uma comissão com professores das diversas unidades e coordenada pela pedagoga Ilídia Arduini formatou o documento final que permite a sequência da construção do processo de ensino seguindo a mesma lógica desde o início até o fim de cada ciclo.