CIDADE

Sensação de insegurança faz comércio trabalhar com grades no Gameleira

Providência tomada por medo de assaltantes acarreta em queda no movimento de algumas lojas; PM diz que policiamento é feito na região

Elias Santos
Publicado em 29/02/2016 às 08:02Atualizado em 16/12/2022 às 19:55
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Foto/Neto Talmeli

Com medo da ação dos bandidos, comerciantes instalaram grades nas portas como forma de garantir a segurança

Sensação de insegurança leva comerciantes do Parque Gameleiras a trabalharem com grades em seus estabelecimentos. Providência tomada por medo de assaltantes, mas que acarreta queda no movimento de algumas lojas. Em contrapartida, Polícia Militar registra redução no índice de criminalidade na região.

Formado em Química Industrial, mas dedicado à atividade comercial há 50 anos, Luís Roberto Franco, 65 anos, proprietário de uma mercearia na rua Benevenuto Inácio de Souza, foi vítima de quatro roubos em seu comércio, o último ocorrido no início de 2016. Para sua proteção e da esposa, companheira também nos negócios, ele adotou grades em seu estabelecimento. Segundo Luís, outros comerciantes do bairro também foram alvos de assaltos, pelo menos uma vez. “A região não era assim”, disse. Para ele, o que incentivou o aumento de roubos tem relação direta com os bandidos no envolvimento com drogas. “A necessidade em adquirir o entorpecente acaba levando o usuário a cometer roubo", comentou. Sobre o policiamento, o comerciante disse que existe empenho dos militares, mas que devido ao baixo efetivo policial, nota uma carência no patrulhamento ostensivo na região. “O problema se refere também às leis, que permitem brechas na ação de menores infratores”, concluiu.

A cabeleireira Josiane Mendes, de 35 anos, há quatro anos proprietária de um salão de beleza na avenida Nossa Senhora de Lourdes, disse à reportagem que, desde que seu estabelecimento foi assaltado, há cerca de um mês, ela trabalha com grade na entrada da loja. Na ocasião do crime, ocorrido no dia 29 do mês passado, por volta de 17h, um homem armado com pistola invadiu o salão e anunciou o assalto. Juntamente com funcionárias e clientes, elas foram obrigadas a se dirigir a um cômodo do salão, enquanto um comparsa aguardava em uma moto, na porta do estabelecimento. Após tomar a bolsa de uma de suas clientes, a dupla fugiu e não foi localizada. “Em quatro anos, foi a primeira vez que meu estabelecimento foi assaltado. Agora, trabalho com um dos portões fechados e com grade em outro. Com isso, meu movimento caiu cerca de 50%”, disse a cabeleireira. Segundo ela, após o incidente, notou maior policiamento nas imediações, principalmente depois dos roubos registrados também em supermercado e farmácia da via. No entanto, ela se queixa da sensação de insegurança. “Eu costumava atender às clientes até meia noite, mas agora trabalho até as 18h, por medo de assalto”, revelou.

No comando da 40ª Companhia/4º BPM, o tenente Carlos Eduardo da Silva disse à reportagem que o policiamento é feito de forma ordinária e conta com uma base móvel na região. “Viaturas de recobrimento e também da Rotam reforçam o patrulhamento no bairro”, disse o tenente. “No que se refere à ocorrência de crime violento, houve uma redução nos números de registros em fevereiro, em comparação ao mês passado”, finalizou o tenente.

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