De acordo com o diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Evaldo Filho, o serviço possui a quantidade de veículos necessária para atender à população de Uberaba, porém é preciso ter critérios.
Em Uberaba existe o Samu há cinco anos e, segundo Evaldo, ele é responsável por atender quadros clínicos com paradas respiratórias, maus-tratos, tentativa de suicídio, queimaduras, transferências intra-hospitalares recomendadas pelos médicos, crises convulsivas, urgências psiquiátricas, trabalho de parto, choques elétricos, acidentes traumáticos, entre outros motivos que são casos urgentes. “O que acontece é que às vezes as pessoas confundem o real trabalho do Samu, que é um serviço de urgência e emergência grave. Em alguns momentos recebemos ligações de pessoas reclamando de dores de cabeça e no corpo, por exemplo, e o Samu não pode fazer esse tipo de atendimento. Se pararmos para fazer atendimento desse tipo, podemos deixar de atender a uma grande urgência. Por isso, peço que as pessoas procurem o Samu apenas pelos motivos para os quais foi criado”, explica.
Quanto à reclamação feita ao Jornal da Manhã, o diretor esclarece que quando o usuário liga no 192 (Samu), o médico faz um primeiro atendimento, regula se o caso realmente é de emergência, e se for, a ambulância é enviada. Além disso, as pessoas com problemas de saúde mais simples podem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa. Evaldo explica que a diferença entre o Samu e o Resgate do Corpo de Bombeiros está nas ocorrências que demandam ações de salvamentos terrestres, aquático e em altura, atendidas prioritariamente pelos bombeiros. “Havendo necessidade, é acionada a equipe do Samu para atendimento clínico”, encerra.