Mesmo sem registro em carteira, os prestadores de serviços terão aumento na renda a partir deste mês. Com o reajuste salarial, os autônomos aumentaram também os valores de seus serviços, quando o salário mínimo subiu 6,39% (descontada a inflação), passando de R$ 415,00 para R$ 465,00. É o caso das diaristas. Antes, elas cobravam em média R$ 40,00, por dia trabalhado. “Esse mês, vou avisar às pessoas para quem trabalho, que o valor vai subir em torno de R$5,00 a R$10,00”, revela a diarista Marli Cláudia Santos, 37 anos. Ela adotou a profissão de diarista há 2 anos, e cobra em torno de R$35,00 a R$45,00, por faxina, dependendo do tamanho do lugar onde irá prestar o serviço. Apesar de não receber 13º salário, não ter direito a férias, nem as mesmas vantagens que uma doméstica com registro em carteira tem, muitas mulheres optam pelo trabalho autônomo. “Não temos nenhuma vantagem, mas, no fim do mês o salário é maior, o ruim é no final do ano, não ter o 13º salário”, justifica Marli. Segundo dados do Sine de Uberaba, em média, dez trabalhadoras são registradas como domésticas toda semana. Algumas patroas preferem pagar pelo serviço diário, mesmo com a conta saindo mais cara no fim do mês. Quem contrata uma diarista gasta menos, porque não tem encargos. “Se ela vem eu pago o dia dela, se não vem, eu não tenho gasto”, afirma a comerciante Rejaine Beatriz Siqueira. Ela contrata há oito anos os serviços de uma diarista. Em média ao contratar uma diarista, duas vezes por semana, com um valor de R$ 40,00, ao final do mês a economia gira em torno de R$195,00. “Economizo quase 50% do valor, ou até mais, contratando os serviços delas. Agora, o aumento do salário foi significativo, acredito que ela vá cobrar mais caro, mas, mesmo assim, compensa”, relata a comerciante.