Com exames dentro da normalidade, os técnico-administrativos reassumem as funções, mas comunidade acadêmica espera a construção de novo laboratório na instituição
Núcleo de Atenção à Saúde do Servidor da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) informa que no último dia 25 chegaram os resultados da repetição dos exames para medir o índice de formol no organismo dos três técnico-administrativos. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, os exames indicaram que o estado dos profissionais estava dentro da normalidade, o que possibilitou o retorno ao trabalho. Já o professor fez o segundo exame em data posterior e o resultado ainda não chegou, assim, ele continua atuando, mas apenas nas aulas teóricas.
Ainda de acordo com informações do núcleo, será feito acompanhamento dos servidores que atuam no Laboratório de Anatomia da universidade e todos os profissionais irão repetir o exame de seis em seis meses. O núcleo reforça ainda a orientação para o uso de equipamento de segurança dentro dos laboratórios. Procurada pela reportagem do Jornal da Manhã, a reitoria e o Comitê Técnico de Infraestrutura da UFTM informam que estão trabalhando na proposta de um projeto para o laboratório, no sentido de garantir a salubridade do ambiente.
A instituição também planeja a revisão de práticas e a fixação das peças anatômicas no sentido de minimizar o problema que certamente vem ocorrendo ao longo dos anos e proteger aqueles que estão expostos à atividade. Vale lembrar que o prédio que abriga o laboratório existe há cerca de 60 anos e exige melhorias, que já foram reivindicadas por alunos e pelo sindicato de servidores à reitoria da universidade.
No último dia 11, o Jornal da Manhã publicou matéria informando que o Laboratório de Anatomia da universidade, que atende a sete cursos de graduação e cursos técnicos, havia sido interditado devido à contaminação de três servidores técnico-administrativos e um professor, os quais já estavam afastados do trabalho há uma semana, devido à contaminação por formaldeído, substância também conhecida como formol. O problema gerou preocupação em alunos, que informaram a interdição da unidade, o que causou atrasos nas atividades do curso.
No entanto, esclarecimento da reitora da universidade, Ana Lúcia de Assis Simões, reforça que não houve interrupção de aulas e o laboratório não foi interditado. Com o afastamento dos três servidores técnico-administrativos, foi elaborado um horário, inclusive contando com a colaboração de técnicos lotados em outros setores da UFTM, para que o cronograma de aulas fosse cumprido sem interrupções.