Aprovação do projeto que autoriza o Executivo a criar a Ebserh motiva servidores a trabalharem contra a adesão da empresa na UFTM
Aprovação do projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), no Senado, por 42 votos favoráveis a 18 contrários, motiva servidores públicos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) a trabalharem contra a adesão da empresa na instituição em Uberaba.
De acordo com a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Município de Uberaba (Sinte-MED), Mirtes Reis, após a sansão do projeto de lei pela presidente Dilma Rousseff, a universidade tem que aderir à empresa. Neste caso, o reitor da UFTM, Virmondes Rodrigues, deve encaminhar ao Conselho Universitário para aderir ou não à empresa. “Não somos contra, porém somos a favor de concurso público e atendimento 100% SUS nos hospitais públicos e a empresa vem com outra proposta, oferecendo leitos pela iniciativa privada.”
Com a Ebserh, não haverá concurso público. Segundo Mirtes, a princípio, a nova empresa poderá contratar, inicialmente, funcionários sem concurso público por tempo determinado de até dois anos. Após esse prazo, os funcionários deverão ser todos do quadro efetivo da empresa, aprovados em processo seletivo. “Não haverá mais servidor público federal dentro dos hospitais universitários.”
Mirtes ainda ressalta que o sindicato vai trabalhar e defender, dentro do Conselho Universitário, pela não adesão da empresa na UFTM. Para isso, os sindicalistas irão reunir nesta sexta-feira com o reitor da UFTM, para discutir com ele essa questão e abrir a discussão dentro da Universidade e do Conselho Universitário antes que a empresa venha.