Secretaria de Trânsito e Transportes (Settrans) volta atrás e estacionamento nas ilhas centrais próximo à praça Carlos Gomes, no bairro Estados Unidos, volta a ser permitido
Secretaria de Trânsito e Transportes (Settrans) volta atrás e estacionamento nas ilhas centrais próximo à praça Carlos Gomes, no bairro Estados Unidos, volta a ser permitido. Entretanto, alguns motoristas não aprovaram a medida, por achar que o local fica mais perigoso com estacionamento dos dois lados.
No início do ano, a Settrans, baseada no Código de Trânsito, Artigo 181, inciso 8º, que proíbe o estacionamento de veículos em ilhas, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pistas de rolamento, instalou placas proibindo os motoristas de estacionarem em um lado da pista, perto da praça Carlos Gomes. A medida foi tomada também a pedido da comunidade, que reclamava dos motoristas de caminhão, os quais estacionam no local para realizar carga e descarga, atrapalhando o trânsito naquela via.
Entretanto, meses depois, a secretaria voltou atrás, e, mesmo indo contra o Código de Trânsito, voltou a permitir o estacionamento no canteiro central. Alguns motoristas reprovaram a medida. É o caso de Geraldo Cesar Milagres. Segundo ele, a mudança traz transtornos aos condutores e beneficia apenas os comerciantes. “Retirar o estacionamento em canteiro central é a alternativa mais viável em qualquer lugar da cidade, o estacionamento a esquerda não é certo”, afirma Geraldo.
Além disso, ele explica que é bastante perigoso o estacionamento dos dois lados, pois a rua fica bastante estreita, e na hora de sair do carro, ao abrir a porta, podem ocorrer acidentes. “Acredito que esta mudança tem alguma interferência política, pois, quando foi proibido o estacionamento, vários moradores da região foram contra, bem como os comerciantes. Tenho certeza que a medida é para beneficiar alguns e com isso prejudicar o trânsito”, afirma.
Porém, o secretário de Trânsito, Ricardo Sarmento, desmente tal afirmação e diz que a secretaria voltou atrás por entender que seria viável permitir o estacionamento no local. De acordo com Sarmento, essa foi uma decisão tomada por ele, sem cunho político, e nem mesmo a pedido dos comerciantes. “Podemos proibir ou permitir, segundo normas do Código de Trânsito, visto que houve um estudo no local. Além disso, por não ser uma via de ligação, de bairro a bairro, e o fluxo de ônibus ser baixo, voltamos atrás. Mera deliberação minha como secretário”, explica.