Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) faz avaliação positiva de manifestação, apesar do Governo Estadual ainda não ter marcado rodada de negociação para discutir a pauta de reivindicações da categoria. De acordo com a diretora local do sindicato, Maria Helena Gabriel, os educadores já realizaram três dias de paralisação, entre eles profissionais de Uberaba que saíram em caravana até Belo Horizonte. E, nesta semana, a manifestação continua, com paralisação marcada para quarta-feira (26).
A causa principal dos professores estaduais é sensibilizar o governo a negociar o pagamento do Piso Salarial e descongelar a carreira. “Nas manifestações que estamos participando cada categoria tem um foco, uma reivindicação a fazer e a nossa é pelo pagamento do piso nacional, no intuito de que o governo negocie com a categoria”, explicou a sindicalista.
Nos dias em que foram realizadas manifestações, Maria Helena avaliou como positiva os atos da categoria, e o propósito de fazer greve por tempo determinado continua, sendo que no primeiro dia, 17 de junho, o grupo atingiu o objetivo de sensibilizar os torcedores que foram ao Mineirão assistir o jogo da Copa das Confederações (Taiti x Nigéria), assim como aconteceu ontem que também houve jogo, entre Japão e México.
“Em todos os dias de manifestação houve a participação de educadores de Uberaba, no sábado (22), por exemplo, levamos uma caravana com 15 pessoas, sendo que neste grupo também havia alguns de Frutal. Isso é muito importante”, afirmou Maria Helena, lembrando que antes e durante o período de manifestações, o sindicato local realizou visitas nas escolas para convidar os professores a participarem das atividades.
Durante o período de mobilização estão sendo realizadas ainda algumas assembleias. No dia 18, em Uberaba, foi realizado um encontro entre os professores para repassar informações sobre o andamento das manifestações. Já no dia 27 haverá outro encontro, no qual será feita uma a conclusão das atividades, uma vez que o dia 26 é o último dia de paralisação. Por outro lado, no dia 4 de julho será realizada uma assembleia geral da categoria, na porta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, quando será discutida a possibilidade de realizar greve por tempo indeterminado.