Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) realiza a partir desta segunda-feira, dia 26, eleição da nova diretoria estadual e das subsedes. Os integrantes do sindicato terão até o dia 30 para votar. Em Uberaba, apenas uma chapa se inscreveu para a eleição, cuja coordenadora é Maria Helena Gabriel, atual diretora estadual do sindicato. A Secretaria de Estado de Educação, segundo denúncia, tenta impedir que o sindicato colha os votos nas escolas nesta semana. A eleição para diretoria do sindicato é realizada a cada três anos e o mandato atual vence no fim do ano. E para conquistar o voto a única chapa inscrita percorreu na semana passada todas as escolas estaduais do município para conversar com os filiados do sindicato, apresentando as propostas elaboradas, pedindo voto. Entre as propostas está a revitalização do sindicato local, com visitas periódicas, informando as ações do sindicato; a realização de fóruns permanentes, promovendo e revivendo a história do Sind-UTE; dar continuidade ao núcleo dos aposentando; continuar buscando um espaço de interlocução com a cidade, com o apoio da imprensa, criar um site do sindicato local com as ações que são desenvolvidas e ainda continuar as discussões do Ipsemg. De acordo com Maria Helena, a luta pela aplicação do piso nacional do professor é um trabalho que continua no próximo mandato. Nos dias da votação, está previsto que urna passe em todas as escolas, com outra afixada na sede do Sind-UTE (rua João Quintino Júnior, 155), e apenas os filiados podem votar pela aprovação ou não da chapa inscrita. Os eleitos para a Diretoria Estadual e os membros do Conselho Geral serão empossados no dia 16 de dezembro. Mas, segundo denuncia o sindicato, a Secretaria de Estado da Educação tenta impedir as eleições, proibindo a sua realização nas escolas estaduais. “Em toda a história de organização dos trabalhadores em educação da rede estadual, a categoria jamais foi impedida de escolher a direção do seu sindicato em seu local de trabalho”, afirma a coordenadora-geral da entidade no Estado, Beatriz Cerqueira. A alegação da secretaria, de acordo com Beatriz Cerqueira, é de que o período de eleições do sindicato coincide com o cronograma das avaliações do Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb), divulgado primeiro. Também há argumentações de que as provas precisam ser feitas em “ambiente de tranquilidade”. O argumento não corresponde com a verdade dos fatos, segundo a coordenadora do Sind-UTE/MG, uma vez que as eleições sempre ocorreram em clima de tranquilidade nas escolas estaduais. A direção do sindicato afirma que esta postura esconde a incapacidade do atual governo de lidar com uma entidade sindical que atua de modo independente e que coordenou, nos últimos anos, um processo de denúncia das condições de salário, carreira e de trabalho vivenciadas pelos profissionais das escolas estaduais. “Por tudo isso, pedimos o apoio das associações comunitárias, igrejas e movimentos sociais para que nossas eleições ocorram e convidamos os profissionais da Educação filiados ao sindicato para que votem”. (GS)