CIDADE

Sind-UTE/MG denuncia excesso de trabalho ao MP

Para o Sind-UTE, hoje a situação atinge os setores de assistentes técnicos da Educação e auxiliares de serviços

Thassiana Macedo
Publicado em 06/11/2013 às 01:06Atualizado em 19/12/2022 às 10:21
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Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) protocolou, na última segunda-feira (4), representação na Promotoria da Educação do Ministério Público Estadual. A entidade denuncia que a Secretaria de Estado de Educação proibiu que escolas estaduais de Minas Gerais contratem profissionais para substituir servidores afastados por problemas de saúde.

De acordo com a presidente do Sind-UTE em Uberaba, Maria Helena Gabriel, a situação motivou o agendamento de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa no dia 13 de novembro, às 13h. “O governo do Estado resolveu que não vai contratar serviçais, secretárias, bibliotecárias e supervisores substitutos. Então, quem tira licença, o governo não contrata uma pessoa para o lugar e isso é um absurdo! Por isso, vamos fazer manifestações em Belo Horizonte, porque é desumano o que o Estado está fazendo”, alerta.

Maria Helena está fazendo um levantamento, ainda não concluído, nas 40 escolas estaduais no município para saber qual é a situação em Uberaba. A presidente destaca que do total já verificado, 25 escolas possuem funcionários de licença sem substitutos e apenas quatro estão com todo o quadro completo. “Com serviçais de licença, as colegas têm que fazer o serviço, ou seja, ela tem que fazer o serviço dela mais o da colega. Com isso, adoece todo mundo e fica uma situação desconfortante no Estado de Minas Gerais. Aqui, eu vi escolas, por exemplo, que tem serviçal adoecida trabalhando e que queimou a barriga. Outras trabalham à noite e também têm que ir de manhã suprir aquela colega que não teve a substituta contratada”, destaca.

Para o Sind-UTE, hoje a situação atinge os setores de assistentes técnicos da Educação e auxiliares de serviços, mas pode alcançar também outros servidores. Desta forma, o trabalho que antes era desenvolvido por determinado número de funcionários passa a ser realizado por um grupo menor, provocando sobrecarga de trabalho e o comprometimento do trabalho. Há situações em que o mesmo trabalhador responsável pela limpeza dos banheiros tem fazer a alimentação escolar.

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