REAJUSTE!!

Sindemu pede emenda na Câmara para elevar reajuste do magistério em Uberaba

Ofício enviado à Comissão de Educação cobra inclusão de 9,3% de reajuste salarial e 3,9% no vale-alimentação em meio ao impasse que levou à greve dos professores

Publicado em 10/04/2026 às 08:24Atualizado em 10/04/2026 às 10:29
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O Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) protocolou ofício na Comissão de Educação da Câmara Municipal pedindo a elaboração de emenda ao projeto de lei do reajuste do magistério de 2026. No documento, a entidade solicita que o texto passe a prever reajuste salarial de 9,3% e correção de 3,9% no vale-alimentação, índices defendidos pela categoria desde o início das negociações com a Prefeitura.

O ofício é datado de 9 de abril e foi encaminhado após deliberação em assembleia geral extraordinária realizada em 7 de abril. No texto, o sindicato afirma que a viabilidade financeira para concessão dos índices já havia sido apresentada anteriormente e pede que a Comissão de Educação também apresente estudo técnico detalhado de impacto orçamentário para embasar a tramitação da emenda. A entidade argumenta que a medida serviria para dar respaldo legal e financeiro à eventual alteração do projeto.

A cobrança chega depois de semanas de tensão entre a categoria e o governo municipal. Em março, os professores rejeitaram a proposta da Prefeitura, que manteve reajuste de 5,4%, correspondente ao índice do piso nacional do magistério. Em resposta, o Sindemu passou a defender reajuste total de 9,3%, composto pelo percentual do piso somado à recomposição inflacionária pelo INPC.

O impasse evoluiu para indicativo de paralisação, assembleias e decretação de greve por tempo indeterminado no fim de março. Na ocasião, o sindicato sustentou que a proposta do Executivo não recompunha as perdas salariais, enquanto a Prefeitura argumentou que o índice de 5,4% seria o possível dentro da realidade orçamentária.

A paralisação, porém, acabou atravessada pela via judicial. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão do movimento, entendimento mantido posteriormente, sob o argumento de que a greve não atendia às exigências legais para continuidade em serviço essencial. Depois disso, o próprio sindicato comunicou a suspensão da greve, mas manteve a pressão por reabertura das negociações e pela revisão do índice proposto ao magistério.

Em meio à crise, a discussão também migrou para a Câmara. No fim de março, o Sindemu reagiu a uma reunião da Comissão de Educação com representantes da Secretaria Municipal de Educação sem a presença da entidade, alegando esvaziamento da representação sindical, enquanto a pasta afirmou que o encontro teve caráter técnico.

Agora, com o novo ofício, o sindicato tenta transformar a pressão política em movimento legislativo concreto. Na prática, o pedido é para que os vereadores não apenas debatam o projeto enviado pelo Executivo, mas proponham alteração formal para contemplar os percentuais defendidos pela categoria. O documento é assinado pela presidente do Sindemu, Thaís Villa.

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