CIDADE

Sindicato investiga más condições de trabalho de haitianos em Uberaba

De acordo com o presidente do STCMU cerca de 15 haitianos denunciam más condições de trabalho e desrespeito à legislação

Thassiana Macedo
Publicado em 27/04/2013 às 00:22Atualizado em 19/12/2022 às 13:23
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De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba (STCMU), José Lacerda Sobrinho, cerca de 15 haitianos dos 48 que chegaram a Uberaba em meados de janeiro deste ano para trabalhar em três empresas da construção civil agora denunciam más condições de trabalho e desrespeito à legislação.

José Lacerda Sobrinho destaca que, levando em consideração os acordos coletivos e a legislação trabalhista, a situação dos haitianos é precária. Quanto à reclamação de más condições e a situação nos alojamentos, o sindicato ainda está investigando. “Eles não falam, nem entendem com clareza o português, e não têm conhecimento da legislação, então se tornam objeto de manipulação com muita facilidade. Neste sentido, certamente existe uma precarização e o descumprimento da legislação. Eles confirmaram que algumas condições de trabalho não foram respeitadas, assim como acordos feitos na hora da contratação. Por exemplo, buscaram esses trabalhadores com a promessa de pagamento de R$1.500 na carteira e na verdade estão pagando abaixo disso, a maioria é pedreiro e está trabalhando como servente, não foram fornecidas cestas básicas, conforme prevê a convenção, e nem alimentação”, afirma.

O presidente ressalta que todas as medidas judiciais pertinentes já foram tomadas para assegurar todos os direitos dos trabalhadores estrangeiros. José Lacerda destaca ainda que já solicitou reunião com a Secretaria de Desenvolvimento Social de Uberaba para outras providências necessárias.

A reportagem procurou o Sindicato da Indústria de Construção Civil em Uberaba (Sinduscon), pelo qual Roberto Veludo já responde. Segundo Veludo, a denúncia não procede e que o fato comunicado ao Sinduscon pelo STCMU diz respeito apenas a acerto financeiro. No entanto, na documentação da empresa consta que todos os haitianos em questão pediram demissão coletivamente.

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