Sindicato Rural de Uberaba prepara lançamento do projeto Vizinhos Seguros. O evento deve acontecer no mês de abril, e a proposta é desenvolvida por uma empresa de Uberlândia que possui técnica inovadora para reforçar a segurança na zona rural. Além de oferecer segurança ao produtor, a intenção é, também, auxiliar a Polícia Militar, para que ela tenha informações em tempo real sobre um possível assalto que estiver acontecendo na propriedade.
A ideia foi apresentada em reunião no Sindicato Rural na última segunda-feira, para instalação de equipamento nas propriedades, que será interligado entre elas, facilitando assim o contato com a Polícia Militar. Será acionado um dispositivo, caso esteja acontecendo o assalto, quando os produtores vizinhos, integrantes do sistema, serão avisados, que por sua vez poderão acionar os militares. Será instalada uma central no sindicato, que também será comunicada do assalto, e a partir disto acionar a polícia.
A proposta, segundo o presidente do SRU, Romeu Borges de Araújo Júnior, é colocar alguns policiais nesta central, mas isto ainda não está definido e será discutido com o 4° BPM sobre a possibilidade. Caso contrário, o sindicato terá de contratar segurança privada. Para instalação deste sistema, o produtor terá um custo, e durante o evento de lançamento, que vai acontecer no mês que vem, será mostrada toda funcionalidade do projeto e os interessados poderão se inscrever. Segundo Romeu, é preciso ter um mínimo de adesão para poder viabilizar o investimento.
Vale lembrar que o projeto é semelhante ao usado para os moradores da zona urbana. A diferença é a instalação do sistema de comunicação, que é necessário, pois, ao contrário da cidade, as casas na zona rural não estão próximas a ponto de o vizinho conseguir perceber algo de errado apenas olhando para o lado. “Não queremos que haja o enfretamento com os bandidos e sim que a polícia seja acionada e encontre facilmente o local no momento em que o fato estiver acontecendo. Precisamos unir a sociedade para ajudar a combater a criminalidade, essas tecnologias devem ser usadas em favor do cidadão, que, por sua vez, deve se mobilizar, impedir que o pior aconteça”, explica o presidente do Sindicato Rural.