Morador no centro, Ricardo Machado está cansado de reclamar de adolescentes que ficam praticando manobras com skate
Morador no centro da cidade, Ricardo Machado, servidor público, está cansado de reclamar de adolescentes que ficam praticando manobras com "skate" na praça Henrique Krugger, mais precisamente na área externa do prédio dos Correios.
De acordo com o servidor público, há anos os moradores do local vêm convivendo com noites barulhentas e após diálogo não existe a compreensão por parte dos jovens. “Não tem problema brincar, se bem que há locais apropriados na cidade, com pistas de ‘skate’. Eles andam de madrugada, com barulho dos skates batendo no chão, e a gente não tem como descansar. É um horário de descanso. No outro dia tenho que trabalhar. Pedi para a Guarda Municipal passar e não adiantou e às 2h da madrugada continuavam com a barulheira”, lamenta.
Ricardo ressalta que quer ser respeitado e questiona por que estes adolescentes não fazem as manobras em frente de suas residências. “Pode brincar, mas quero respeito. Por que não vão à porta da casa deles? E gostaria que a Guarda nos ajudasse também. Acontece todos os dias, entretanto, no fim de semana piora”, relata.
O diretor da Guarda Municipal, Marco Túlio Gianvecchio, informa que esta praça, como outras cinco, aproximadamente, ficam na rota da corporação para averiguações com relação a vários problemas como barulho, abordagem a suspeitos, uso de drogas, entre outros. “São rondas ostensivas, que passam pelas praças e fazem abordagens a certos elementos ou quanto a atitudes suspeitas. Temos feito este trabalho”, afirma.
Quanto à confecção de boletins de ocorrência, Gianvecchio acredita que nenhum morador tenha feito até o momento e isto colaboraria. Outro motivo que deixa a situação indefinida, como diz o diretor, é que o cidadão tem o direito de ir e vir. “Não posso simplesmente chegar ao local e falar pra irem embora para suas casas. Pela Constituição, o cidadão tem o direito de ir e vir. Se houver vandalismo é diferente, e são tomadas as devidas providências. Se forem menores, já iniciamos pesquisa para localizar os pais”, explica.