A doméstica Eunice Cardoso Pereira procurou a redação do Jornal da Manhã ontem e informou que havia parado de receber os medicamentos disponibilizados
A doméstica Eunice Cardoso Pereira procurou a redação do Jornal da Manhã ontem e informou que havia parado de receber os medicamentos disponibilizados pela Secretaria de Saúde, para o tratamento de sua filha contra diabetes. Os remédios incluíam fitas de insulina, seringas e agulhas e eram entregues através do projeto Hiperdia da Prefeitura. “Há mais de três meses pararam de entregar sem me comunicar nada. Já não sei mais o que fazer porque ela tem que tomar insulina duas vezes por dia e está ficando caro”, diz.
Com a mesma reclamação, o aposentado Marcelo Moreira Gonçalves afirma não conseguir encontrar há dois meses o remédio Captopril, utilizado no combate a hipertensão. Segundo ele, o valor total que gasta para comprar os medicamentos é de mais de R$ 150 por mês.
O subsecretário de Saúde do município, Gilberto Magnino, confirmou que a execução do projeto passa por dificuldades. “O Captopril realmente está faltando nos estoques, mas a previsão é a de que até o dia 15 o fornecimento volte a ser normalizado”, diz. O subsecretário explica que o prefeito Anderson Adauto determinou abertura de licitação urgente para reposição dos medicamentos.
Magnino afirma ainda desconhecer problemas com a distribuição de insulina, agulhas e seringas. Segundo ele, é preciso que os usuários confirmem seus cadastros junto à Secretaria de Saúde, para que não haja problemas no envio dos remédios.