Segundo o engenheiro civil, os principais problemas são a falta de manutenção na cerca que rodeia a propriedade e a limpeza do passeio, também em torno da fazenda
O engenheiro civil e leitor do Jornal da Manhã, Marco Antônio de Moraes Santos, reclama das queimadas na Fazenda Modelo da Epamig. Segundo o leitor, os principais problemas são a falta de manutenção na cerca que rodeia a propriedade e a limpeza do passeio, também em torno da fazenda. De acordo com Marco Antônio, a administração da Epamig nada faz para evitar novos focos de incêndio e por ter na área uma mata de preservação deveria ter um cuidado maior. Há duas semanas, moradores do local chamaram o Corpo de Bombeiros com receio do fogo se alastrar para o bairro.
De acordo com Marco, a Epamig não cuida do que é dela. “Margeando a fazenda pode-se ver que a cerca está caindo, não tem calçada pronta e há grande sujeira (sofá, carcaças de animais e papelão). É uma indecência. Isto estimula os vândalos a dar continuidade na destruição do local. O outro problema são as queimadas na mata, que é de preservação permanente”, coloca o engenheiro.
Ele se queixa também de fossa séptica existente no final da rua Tietê. Há quatro anos, os moradores pagaram metade do serviço de instalação da rede pluvial e de esgoto, mas a obra não foi executada da forma correta, segundo Marco. “Este serviço tinha de ser executado com competência. Indo ao local pode se constatar a fossa séptica no final da rua Tietê, com um cheiro horrível e sem condições de circular por lá”, comenta.
Jair Ripposati, atual gerente da Epamig, ao ser informado das reclamações do morador, percorreu toda a extensão da fazenda para verificações. Ele afirma que a origem do fogo não vem de atividades da fazenda e que existe um vigia destinado a observar possíveis incêndios. “É o povo, com pouca cultura, que coloca e chega a atravessar a cerca. Temos também uma equipe preparada para debelar o fogo e, se necessário, chamamos o Corpo de Bombeiros”, explica.
Jair garante que a cerca está em perfeita condição e há inspeções frequentes, principalmente porque há gado na fazenda. Outra colocação do gerente é que a sujeira existente no entorno da área da fazenda é desovada pelas próprias pessoas. “Eles estão jogando muito lixo na divisa com a fazenda. Falta consciência. Os objetos são jogado no pasto e pode prejudicar o gado. Passamos toda semana recolhendo. Dentro do possível estamos, tentando acabar com os problemas”, declara o gerente.
Jair também reclama do esgoto a céu aberto, como cita, no final da rua Tietê, que está entrando na fazenda e informa que existe um projeto para resolver o problema, envolvendo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que autorizaria o trabalho por ser de servidão pública. Este projeto tem um custo para a prefeitura de Uberaba e Jair fala que sugeriu que o valor fosse revertido em benefícios para a fazenda, como por exemplo, uma cerca alambrada.