CIDADE

Superintendência decide manter turmas do Ensino Médio no Castelo Branco

Superintendente assumiu compromisso por acreditar que o envolvimento das famílias pode valorizar a história do colégio

Geórgia Santos
Publicado em 04/09/2013 às 11:43Atualizado em 19/12/2022 às 11:18
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Fernanda Borges

Reunião com o superintendente foi arquitetada pelo vereador Franco Cartafina, após ser acionado por uma mãe

Superintendência Regional de Ensino realiza nova reunião com pais e alunos da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Durante o encontro, o grupo tentou convencer o superintendente, Eduardo Calegari, que fazer mudanças neste período do ano, eliminando uma turma, pode trazer problemas nos estudos, principalmente para os alunos do terceiro ano do Ensino Médio. Após compromissos assumidos pela comunidade escolar, Calegari voltou atrás e vai manter as turmas do terceiro ano.

A reunião foi realizada na última segunda-feira e arquitetada pelo vereador Franco Cartafina, após ser acionado por uma mãe. Durante o encontro, o superintendente assumiu compromisso com a comunidade, pois ele acredita que o envolvimento das famílias pode valorizar a história do colégio, considerado um ícone de qualidade de ensino no município, prevenindo contra a evasão escolar.

“Tomei a decisão de manter a turma do terceiro ano do Castelo Branco diante do momento apreensivo vivido pelos alunos neste período do ano, por conta dos vestibulares e também do Enem. Por isso, a escola até o final do ano vai contar com as cinco turmas, sem nenhuma eliminação. Já o segundo ano não há motivos para mudarmos de ideia, então vamos retirar sim, por conta da quantidade de alunos, que não é compatível para a permanência de cinco turmas”, explica Calegari. Ele ressaltou ainda que os pais também se comprometeram a resgatar os alunos que saíram da escola.

O superintendente explica que não estipulou prazo e nem a quantidade de alunos que os pais devem resgatar. Ele disse apenas que quer o esforço da comunidade, para que se envolvam na vida escolar.

Quanto ao descumprimento da legislação, que determina que o número de turmas deve ser compatível ao número de alunos, Calegari disse que nesse caso não está indo contra a lei, pois existem justificativas para que a medida seja tomada. E ainda, no caso do Castelo Branco, o número está próximo da margem, isto é, para abrir cinco turmas é necessário 200 alunos no terceiro ano e na escola existem 157 nesta condição. “O número está abaixo do determinado, mais ainda é aceitável”, afirma Calegari, enfatizando que somente voltou atrás no caso da escola Castelo Branco, já que em outras instituições, onde houve a eliminação de turmas, são casos diferentes.

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