Segundo os alunos, são vários os prejuízos com a mudança repentina, que desestabiliza as atividades escolares, principalmente para os que se preparam para o vestibular
Alunos do ensino médio da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco realizaram manifestação contra medida adotada pela Superintendência Regional de Ensino neste segundo semestre. A mobilização aconteceu na manhã de ontem, quando um grupo de 70 jovens caminhou da escola até a sede da SRE para negociar e tentar adiar a mudança imposta pelo Estado, que é a eliminação de duas turmas, sendo uma no terceiro ano e outro no segundo.
Acompanhado por pais e professores, o grupo de alunos se manifestou contra o fechamento destas turmas. “Hoje na escola existem cinco turmas do terceiro e cinco do segundo colegial, e a superintendência pediu para que retirasse uma turma em cada série e redistribuísse os alunos. Tudo bem. Se querem fazer mudanças, podem fazer, mas que não seja durante o ano letivo, faltando apenas um trimestre para terminar as aulas do terceiro colegial”, explica o estudante Rafael Geraci.
De acordo com os alunos, são vários os prejuízos com esta mudança repentina, que desestabiliza as atividades escolares, principalmente para aqueles que estão se preparando para o vestibular. “Com a retirada de uma turma o número de alunos vai aumentar em cada sala, o que é mais difícil para o aprendizado. Prejudica também o ritmo das disciplinas, pois algumas turmas estão mais avançadas no conteúdo e outras não. E os professores que ficarão sem aula para ministrar poderão ser dispensados”, explica.
A advogada Sueli Cristina Silva é mãe de dois alunos do colégio e acompanhou toda a manifestação. “A retirada das turmas é um absurdo, pois a superintendência teve 12 meses para fazer o remanejamento de sala, mas resolveu fazer isso no ultimo trimestre do ano, quando os alunos já estão interagidos. Jovens que estão se preparando para o vestibular terão de mudar de sala, de estrutura, no fim do ano, isso deveria acontecer no início”, afirma Sueli.