Supra recebeu denúncia de maus-tratos contra animais no bairro Frei Eugênio. No início da semana, Cristina de Sousa, representante da entidade, esteve no bairro para apurar fatos e conferir se realmente o animal estava sendo maltratado. Entretanto, não encontrou o proprietário da residência e acionou a Polícia Ambiental, que alegou que não poderia atender à ocorrência, pois não havia viatura disponível.
Segundo Cristina, esta não é a primeira vez que a Supra apura denúncias envolvendo maus-tratos de animais nesta casa no bairro Frei Eugênio. No mês de junho deste ano foi lavrado boletim de ocorrência também a partir de denúncias de vizinhos de que a mesma pessoa havia matado dois cachorros, depois de bater por várias vezes com a cabeça dos animais no chão. “Neste caso, a polícia chegou ao local, viu que um dos animais havia sido jogado no telhado e o outro, ainda com vida, foi levado ao Centro de Zoonoses, mas não sobreviveu”, explica Cristina.
Pouco tempo depois, a Supra recebeu outra denúncia, desta vez a voluntária conseguiu recolher o animal e levá-lo à entidade. “Da última vez encontrei o proprietário em casa e, sem resistência, ele me entregou o animal. Mas desta vez cheguei ao local, escutei o cachorro chorando, mas não pude fazer nada, pois a casa estava fechada e o dono não atendeu aos chamados. Liguei para a Polícia Ambiental, mas me disseram que não podiam tomar providências, pois não havia viatura disponível”, revela a voluntária.
Por sua vez, o comandante da Polícia Ambiental, major Márcio Constâncio da Silva, explica que, por dia, são feitas inúmeras denúncias, portanto, é preciso avaliar cada uma quanto ao grau de urgência.
Neste caso, a voluntária foi comunicada de que não seria possível mandar de forma imediata um veículo, pois os policiais estavam empenhados em outra demanda.
Além disso, o major explica que é preciso avaliar as condições dos fatos. Se a denunciante consegue ver e descrever ao policial que um animal está sendo maltratado, desta forma é possível ir até o local, acionar o proprietário e, caso o portão esteja trancado, os agentes podem quebrar as trancas e entrar na casa. Neste momento é feito um boletim de ocorrência em que polícia explica o que aconteceu. Entretanto, se não for possível ver o fato, não é possível adotar uma medida como esta.
Neste caso é preciso encontrar um meio de acionar o proprietário. E isso foi o que aconteceu na denúncia no Frei Eugênio, ou seja, Cristina apenas ouvia o cachorro chorando, não era possível vê-lo.