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Deficiência que tem sido divulgada com frequência nos últimos anos, o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é conhecido há muitos anos por profissionais da área da saúde mental. As informações sobre esse assunto foram detalhadas pelo médico psiquiatra Marcelo Bilharinho, em entrevista à Rádio JM, na quinta-feira (23).
“O TDAH, há muito tempo, era chamado de disfunção cerebral mínima. A gente tem informações sobre o TDAH há muitos anos e, depois, passou a ser denominado hiperatividade. Então, é um transtorno conhecido há muito tempo. Só que, nos últimos anos, felizmente, houve maior divulgação de informações sobre esse transtorno e aí adotaram esse nome. Os sistemas classificatórios da Europa e dos Estados Unidos adotaram o nome Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o TDAH”, detalha Marcelo.
O psiquiatra explicou que essa mudança na nomenclatura ocorreu por ser mais abrangente e por poder englobar todos os pacientes com essas características. “Isso aconteceu por ser mais completo. A pessoa pode ter o déficit de atenção, que é aquela pessoa distraída e com falta de foco, pode ter só a hiperatividade, que são aquelas crianças agitadas, ou pode ter os dois”, revela.
Por fim, o médico psiquiatra destacou que esse transtorno “é do neurodesenvolvimento, geralmente por fatores genéticos, principalmente”. Além disso, pode ser provocado também por questões relacionadas à saúde da mãe do paciente.