CIDADE

Tear da Inclusão reúne mais de 500 pessoas no Cemea Boa Vista

A Secretaria de Desenvolvimento Social realizou nesta sexta-feira, o “Tear da Inclusão - Seds e Você”, no Cemea Boa Vista

João Fábio Sommerfeld
Publicado em 18/12/2011 às 15:56Atualizado em 19/12/2022 às 20:57
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A Secretaria de Desenvolvimento Social realizou nesta sexta-feira, o “Tear da Inclusão - Seds e Você”, no Centro Municipal de Ensino Avançado (Cemea) Boa Vista. A ação buscou o estreitamento e o fortalecimento dos vínculos familiares, sociais e comunitários dos profissionais e dos públicos atendidos pela assistência social em Uberaba.

Segundo a subsecretária Eidie Suzana de Faria, mais de 500 pessoas participaram do evento. Dentre elas, estavam os usuários de 18 unidades da Seds. “Este evento foi voltado para a inclusão, ou seja, significa inserir no mesmo contexto as unidades que trabalham com a Proteção Social Básica com as unidades que trabalham com a Proteção Social Especial. Então aquelas pessoas que têm o vínculo familiar constituído com aqueles usuários que têm o vínculo rompido por alguma situação de direito violado”, explica a subsecretária.

Durante o evento, ocorreram diversas apresentações artísticas, culturais e oficinas. Várias instituições de assistência social fizeram parte do Tear. O Centro de Referência da Mulher, por exemplo, realizou orientações sobre a violência doméstica e a Lei Maria da Penha. “Nós atendemos as vítimas de violência doméstica. E o nosso objetivo é intermediar os conflitos familiares. Por mês, atendemos em média 110 pessoas vítimas deste tipo de violência. Elas são mulheres e, geralmente, vem acompanhada dos filhos”, disse a coordenadora do estande de orientações montado no Cemea Boa Vista, Ana Paula Fachinelli. Ela complementa que quando uma mulher é vítima de violência, toda a família sofre junto com ela.

De acordo com Ana Paula, as agressões contra as mulheres têm causa cultural e também pela independência financeira da mulher. “Ainda vivemos em uma sociedade patriarcal, onde o homem acha que a mulher é submissa a ele. Além disso, a mulher está se destacando no mercado de trabalho e isso pode gerar algum atrito. Mas a principal causa, é a dependência emocional que a mulher tem em relação ao marido e aos filhos”, ressalta.

A orientação da servidora da Seds é que a mulher procure o Centro antes de acontecer a agressão. Segundo ela, as vítimas procuram o atendimento após o ocorrido. “Nós contamos com assistência jurídica e psicossocial. Infelizmente as vítimas nos procuram depois da agressão. O interessante é procurar antes. Por exemplo, a mulher tem problemas com o filho. Nós podemos chamá-lo para conversar e realizamos a mediação do conflito. O Centro apresenta resultados positivos nas mediações”, destacou Ana Paula.

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