Assembleia extraordinária dos servidores técnico-administrativos da UFTM decidiu por unanimidade rejeitar a proposta apresentada pelo governo federal para reajuste de 21,3%
Assembleia extraordinária dos servidores técnico-administrativos da UFTM decidiu por unanimidade rejeitar a proposta apresentada pelo governo federal para reajuste de 21,3%, divididos em quatro parcelas anuais. O índice é menor do que o pedido pela categoria, que foi de 27,3% para 2016. Com isso, a categoria deliberou manter a greve e fortalecer o movimento.
De acordo com o Maida Leal, coordenadora do Sinte-Med, a decisão, deliberada em assembleia pelos trabalhadores da UFTM, foi encaminhada ao Comando Nacional de Greve. “Esta proposta acarretará em mais perdas no decorrer destes quatro anos. É preciso manter o índice de 27,3% para 2016, bem como a implantação da data-base e a manutenção da pauta da greve. A categoria entende que agora é a hora de fortalecer ainda mais o movimento, para que possamos atingir o nosso objetivo”, reforça.
Em torno de 35% dos trabalhadores da UFTM estão em greve há mais de um mês em apoio ao movimento pela pauta de reivindicações que não prevê apenas o reajuste salarial. Os técnico-administrativos são contra a redução orçamentária nas áreas de educação e saúde, o que prejudica o funcionamento das instituições e a valorização dos trabalhadores.
A coordenadora do Sinte-Med, Simea Aparecida Freitas, lembra que falta ainda o cumprimento do acordo de greve feito em 2012. Além disso, a categoria solicita turnos contínuos, com jornada de trabalho de 30 horas semanais, sem redução salarial, para manter a universidade aberta em três turnos e ainda a revogação da lei que instituiu a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa de caráter privado criada para gestão administrativa de hospitais universitários, entre outros itens da pauta aprovada em plenária nacional em fevereiro de 2015.