CIDADE

Tempo seco aumenta movimento no Hospital da Criança em 60%

Presidente diz que tendência é piorar e pede à população que faça a diferenciação entre atendimento emergencial e ambulatorial

Renata Mambrim
Publicado em 01/09/2012 às 00:18Atualizado em 19/12/2022 às 17:37
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O movimento no Hospital da Criança volta a aumentar e deixa mães esperando por horas nos períodos da manhã e à tarde. Com relação ao mês de junho e julho, que são meses de férias escolares e consequentemente as crianças adoecem menos, o aumento chega a 60%.

De acordo com a presidente do hospital, Maria Rita Carniel, o crescimento era esperado, porém o número chega a 5,6 mil consultas no pronto-socorro, diante de média de 3,5 mil/mês registrada em junho e julho. Além do tempo seco que propicia o desenrolar de muitas doenças respiratórias, os usuários do hospital têm usado o pronto-atendimento como ambulatório. “Estamos trabalhado sozinhos e sofremos por isso. Não é papel do hospital atender à pediatria como um todo, é responsabilidade do município. A gente está fazendo além da nossa capacidade, tanto física como humana”, esclarece Rita, referindo-se ao fato de atualmente ser o único hospital na cidade destinado ao atendimento infantil.

A presidente fala que a tendência é piorar e pede à população que faça a diferenciação entre atendimento emergencial e ambulatorial. “A tendência é piorar e não tem previsão de chuva. O pronto-atendimento é para urgência e emergência. Não é para a criança que está com urticária há 10 dias ou uma assadura. Isso quem cuida é uma UBS! É que a mãe não tem onde procurar. Acaba vindo aqui e ocupando o lugar daquela criança que está com febre e passando muito mal realmente”, lamenta Rita.

Ela também sugere alguns procedimentos que podem ser feitos com a criança para evitar os efeitos do mau tempo. “Orientamos às mães a colocarem uma toalha molhada no quarto da criança, evitar aglomeração, dar bastante líquido. 90% dos problemas que estão aqui hoje são oriundos do tempo seco”, diz.

Pediatras. Secretaria Municipal de Saúde informa que atualmente todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) têm condições para atender ao público infantil. Das 25 unidades da zona urbana, 20 têm o médico pediatra, além de equipe com médico do Programa Saúde da Família e o clínico geral para dar suporte à demanda. A secretaria continua tentando contratar pediatras para completar o quadro da rede municipal, porém ainda não foram encontrados candidatos. Os interessados podem apresentar currículo no departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde.

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