Novas denúncias envolvendo o Centro de Atendimento e Reeducação Social do Adolescente e do Menor Infrator (Caresami) devem ser apuradas por órgão competente. Ocorrências policiais registradas na quinta-feira dão conta que um menor teria tentado matar agente socioeducativo com uma caneta e noutro caso teria ocorrido estupro de um interno de 20 anos contra um menor, que dividiam o mesmo espaço.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Eide Suzana de Faria, sobre estes casos a diretoria do centro de reeducação não foi notificada. “As denúncias foram feitas à imprensa, ninguém procurou o Caresami para fazer reclamações. Sendo assim, os procedimentos são padrão, se existe algum tipo de ato infracional cometido por um adolescente dentro da unidade, os órgãos competentes de apuração são acionados, como a Polícia Militar e o Ministério Público”, explica Eide.
Ainda segundo a secretária, os jovens dentro do Caresami estão sempre acompanhados por um agente, mas respeitando a individualidade de cada um. “A partir destas denúncias, é preciso explicar que cabe ao município apenas apuração administrativa em relação a qualquer ato irregular que acontece na unidade, temos profissionais habilitados para isso. Já em relação à responsabilização do adolescente ou de um profissional, quem deve apurar são os órgãos competentes, como a polícia e o Ministério Público, e não pela Prefeitura”, explica.
E vale lembrar ainda que faltam poucos dias para concluir o processo de transferência do Caresami, que passa a ser gerenciado pelo Estado. “Não há nenhuma pendência, a subsecretária de Atendimento às Medidas Socioeducativas, Camila Silva Nicácio, esteve em Uberaba nesta semana para um evento, e na oportunidade aproveitei para questioná-la se está tudo certo. Ela confirmou e disse que foi homologada a contratação dos profissionais e, no dia 1º de julho, o Estado se responsabiliza pela gestão da unidade”, afirma Eide, dizendo ainda que esta transição não irá prejudicar a apuração administrativa das denúncias que surgiram.