Moradores do bairro Cidade Nova reclamam de sujeira e mato alto em terreno que foi abandonado pelo proprietário. De acordo com o vendedor Ronaldo Januário de Jesus, apesar de o terreno ser murado e com passeio, não existe portão. Desta forma, as pessoas jogam lixo no local, o que traz preocupação aos moradores da região, principalmente com a dengue. Nesta estação a chuva é intensa e logo após vem o sol, um clima propício para a reprodução do mosquito da dengue. A maioria dos moradores já sofreu com a doença na região.
“Já tentamos resolver essa situação de várias formas. Procurei o proprietário e, na verdade, vários moradores da rua conversaram com ele, mas não adiantou muito. Ele sempre promete que vai fazer a limpeza e colocar um portão, mas nunca faz. Eu mesmo já propus a ajudar no valor da limpeza e colocar pelo menos pedaço de madeira para tapar a entrada, mas também não foi resolvido”, explica Ronaldo, ressaltando que mora no local há cerca de cinco anos e, desde então, enfrenta problema com esse terreno.
A sujeira traz diversos transtornos à comunidade. Além de ratos e aranhas, os objetos depositados no local podem acumular água e, com isso, ser um criadouro do mosquito da dengue. Segundo Ronaldo, todos na família dele já tiveram a doença, e como já é de conhecimento da população, a segunda vez que se pega dengue é muito mais grave e, por isso, preocupa. “O tempo está favorável ao surgimento do mosquito, por isso a população deve combatê-lo e não deixar água empoçada”, afirma o morador.
Outra preocupação é com a criminalidade. O terreno, por ter em seu interior paredes de uma obra iniciada, se torna esconderijo para bandidos. Ele conta que em algumas situações de assaltos o bandido conseguiu escapar por este local e, por conta do mato alto, alguns conseguem até comercializar drogas em seu interior. “Meu vizinho se mudou justamente por causa do terreno. Não aguentava mais a quantidade de ratos e baratas que encontrava em casa”, lembra Ronaldo. Ele ressalta que a situação foi repassada ao Departamento de Posturas, que, por meio do diretor Renê Inácio de Freitas, garantiu que os fiscais irão fazer uma vistoria no local para que o proprietário seja autuado. Caso haja reincidência, a multa será aplicada com o valor dobrado. A situação também foi repassada ao departamento de limpeza da Secretaria de Infraestrutura, para que o serviço seja realizado. O valor gasto será debitado em dívida ativa em nome do proprietário.