Terreno às margens da avenida Filomena Cartafina está sendo usado como área de descarte de entulhos de...
Terreno às margens da avenida Filomena Cartafina está sendo usado como área de descarte de entulhos de forma ilegal. A denúncia foi feita por ouvinte do programa Linha Aberta, da Rádio JM, quando era entrevistado o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), que estava falando sobre a destinação dos resíduos sólidos do município.
Identificado por Carlos, o ouvinte disse que diversos caminhões estão jogando entulhos sem autorização no local. “Retiraram uma caçamba que tinha lá. Ontem mesmo havia um trator colocando todo o tipo de lixo, eu pedi para que ele jogasse em outro lugar. O motorista disse que não poderia, pois o caminhão dele não tinha nem autorização para efetuar aquele transporte e que deveria descartar o lixo por ali mesmo”, informa o morador da área rural.
Em resposta, o vereador Riposatti lamentou a situação. “A população está se achando no direito de jogar lixo em qualquer lugar e a Prefeitura não está estruturada, isso me preocupa muito”, reforça.
O secretário de Infraestrutura, José Donizete de Melo, ressalta que existem hoje em Uberaba 28 pontos que já estão sendo observados pela Prefeitura, entre eles, área rural, agrovilas e entroncamentos de vias rurais. “Estamos vivendo um problema cultural, pois o Ministério Público proíbe o descarte na Pedreira de Léa, e a administração precisa oferecer outro ponto para que esse lixo seja descartado, precisamos renovar nossas quantidades de caçambas e renová-las em menos de 48 horas”, informa o secretário.
José Donizete informa ainda que a fiscalização desse descarte ilegal fica complicada por estar fora do perímetro urbano, e a falta de concorrência de empresas que possam recolher, descartar e realizar a manutenção correta desse lixo também é outro problema enfrentado. “Precisamos oferecer uma alternativa mais barata, pelo menos duas alternativas para que possa haver concorrência, e as empresas e pessoas que precisam utilizar o serviço de descarte possam escolher e realizar de forma legal, mas infelizmente estamos amarrados devido a questões jurídicas”, lamenta o secretário.