Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) mantém indicativo de greve para a próxima semana. O Tribunal de Justiça de Minas acatou o pedido do governo
Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) mantém indicativo de greve para a próxima semana. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou o pedido do governo do Estado para que os sindicatos que programaram manifestações não bloqueiem vias de acesso no entorno do estádio Mineirão, bem como outros logradouros públicos do Estado. A forma e os locais onde serão realizadas as manifestações dos professores estaduais ainda não foram definidos, mas a informação é de que a greve não será suspensa.
A notícia caiu como uma bomba, principalmente para os educadores, que possuem relacionamento áspero com o governo de Minas e discordam de ações adotadas pela administração. De acordo com a diretora local do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel, esta foi mais uma ação que o Estado está usando para coibir a categoria de fazer as manifestações. “Mas elas vão acontecer justamente por culpa do governador Antonio Anastasia, pois teve tempo hábil para negociar conosco e se não fez, a forma que temos para reivindicar nossos direitos é indo para as ruas”, afirma Maria Helena.
Ainda segundo a sindicalista, as manifestações da categoria são legítimas, por isso, na segunda-feira, dia 17, quando começa o período de greve, um grupo de professores vai para Belo Horizonte, cumprindo o calendário previsto em assembleia, que é nos dias 17, 18, 22, 26 e 28 de junho.
Vale ressaltar que o pedido do governo de Minas partiu de um comunicado feito pelos professores e policiais civis – que também estão em greve – de que iriam fechar ruas e avenidas de acesso ao Mineirão, além de promover outros protestos pela cidade durante a realização da Copa das Confederações. De acordo com Maria Helena, a diretoria do sindicato ainda não definiu quais serão os locais onde haverá manifestações, isso deverá ser informado na segunda-feira, mas assumiu que a greve, durante o período da Copa das Confederações, não foi ocasional. “O evento esportivo será a vitrine do governo. Sendo assim, vamos juntos marcar o nosso com gol, com a manifestação. Pois já que o governo coloca que em Minas está tudo perfeito, nós temos o direito de dizer que não está”, afirma a sindicalista.
Em caso de descumprimento da ordem judicial, as duas entidades sindicais serão penalizadas com multa diária de R$500.000. A decisão da Justiça se estende a outras entidades que aderirem às manifestações programadas pelos dois sindicatos.