CIDADE

Trabalhadores da Cemig realizam ato em Belo Horizonte contra perda de direitos

Rafaella Massa
Publicado em 11/08/2022 às 19:20Atualizado em 18/12/2022 às 21:14
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Os trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) se reuniram em ato na capital mineira, nesta quinta-feira (11), contra a perda do direito ao plano de saúde. O ato foi realizado pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro) e contou com cerca de 300 participantes de diversos municípios mineiros.

De acordo com o coordenador da regional Triângulo Mineiro do sindicato, William Franklin, o ato não contou com participantes de Uberaba devido a distância entre as cidades. Franklin ainda conta que este será um ato único, por enquanto.

“Nós tivemos trabalhadores de vários locais. De Uberaba não vieram por causa da distância, mas tivemos trabalhadores de outros locais, principalmente aqui perto de Belo Horizonte, das cidades mais próximas que vieram para participar do ato. Nós estamos fazendo especificamente um ato, para dar visibilidade à sociedade, à imprensa, dar visibilidade e conhecimento das atitudes que essa gestão atual da Cemig, imposta pelo Zema, está tomando dentro da empresa”, explica.

O ato também contou com uma passeata e a entrega de um documento à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em que os sindicalistas contam as situações que se passam na empresa. “Nós temos um acordo antigo dentro da empresa e que está sendo descumprido. O nosso próximo passo será voltado muito mais dentro da Justiça. Nós vamos fazer uma representação junto ao Ministério Público, pedindo a mediação para que a Cemig não retire nosso convênio e estamos nos defendendo na Justiça. Por enquanto, não deve haver nenhum outro tipo de manifestação”, conta.

No entanto, a possibilidade de um ato não está descartado caso necessário. Franklin explica que, caso ocorram, os próximos atos devem ser mais localizados, permitindo que outros funcionários participem. “A qualquer momento que se fizer necessário nós vamos fazer um novo ato, uma nova manifestação. Nós estamos com uma proposta também de fazer mini atos, fazer atos descentralizados. Nós podemos fazer em Uberlândia, Uberaba, nas cidades pólos. Fazer atos nessas cidades próximas. No caso de Uberaba a gente pode levar os trabalhadores das cidades próximas como Araxá, Frutal”, afirma.

A reportagem entrou em contato com a Cemig em busca de um posicionamento. Eles alegam que a Cemig iniciou, em abril de 2021, processo de negociação coletiva junto às Entidades Sindicais representativas de seus colaboradores e à Associação dos Eletricitários Aposentados e Pensionistas da Cemig, visando definir novas regras para o custeio do plano de saúde para empregados ativos e aposentados. Essa mudança é necessária já que, nas condições atuais, o custo do plano de saúde gera um passivo que pode comprometer a sustentabilidade econômica da companhia.

“Em nenhum momento dessa negociação, a Cemig deixou de fornecer o plano de saúde a seus empregados ativos ou aposentados, bem como a seus grupos familiares. A proposta apresentada pela empresa em substituição ao modelo atual garante um plano de saúde de qualidade, em linha com o mercado e integralmente custeado pela empresa para os empregados ativos. Além disso, garante ao aposentado o direito de permanência no mesmo plano, desde que cumpridos os requisitos legais e que ele passe a arcar com o seu custeio, nos termos da lei 9.656/1998. Buscando uma solução conjunta para essa questão, as negociações entre a Cemig e entidades sindicais continuam, mesmo com as discussões ocorrendo também no âmbito judicial”, alega a empresa.

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