Na última sexta-feira aconteceu mais um acidente no local, um caminhão que não respeitou o sinal de parada obrigatória
Cruzamento no bairro Gameleira tem sido motivo de constantes reclamações em virtude dos riscos de acidentes. O fluxo de veículos entre a avenida José Valim de Melo e a rua José Sebastião de Melo é intenso, o local é movimentado e carros, motos, bicicletas, caminhões e ônibus cruzam a avenida de forma imprudente. A falta de sinalização e a ausência de um redutor de velocidade podem ser os motivos dos acidentes que acontecem no cruzamento, que, segundo os moradores, chegam a cerca de três por semana.
Na última sexta-feira aconteceu mais um acidente no local, um caminhão que não respeitou o sinal de parada obrigatória – que na verdade não existe na via, tanto horizontal como vertical – cruzou a avenida e colidiu com um motociclista. No dia seguinte, sábado, 19 de outubro, aconteceu mais um acidente. Por sorte, neste caso a colisão não foi tão grave, os envolvidos até recusaram atendimento de urgência, mas houve situações em que as vítimas foram socorridas em estado preocupante.
“Estas são situações que presenciamos toda semana. Não há uma semana sequer em que não são registrados acidentes na avenida José Valim de Melo, principalmente neste cruzamento. Eu mesmo já presenciei um acidente bastante grave em que a pessoa teve de amputar o pé, tamanha gravidade da colisão. Cachorros de rua são atropelados com frequência, é preciso tomar uma atitude antes que alguém morra no local”, explica o comerciante Luciano Coelho, que possui uma loja na região há mais de dois anos e já flagrou cerca de 10 acidentes com diversas situações.
Outro comerciante que também pede providência é Sérgio Vieira. Ele possui uma mercearia no cruzamento e está com medo de que algum dia a loja seja invadida por um veículo por conta de acidente. “A situação está realmente grave, o fluxo de automóveis é intenso durante todo o dia, mas no fim da tarde, por volta de 17h30, quando o pessoal sai do trabalho, é impossível passar pelo cruzamento. Além de perigoso, atravessar a avenida neste horário é uma verdadeira aventura”, afirma Sérgio.
Para encontrar uma solução, diversas vezes os comerciantes procuraram a Prefeitura, pediram a vereadores para que algo fosse feito, entretanto foi em vão, ninguém esteve no cruzamento, e também não deram respostas a moradores e comerciantes da região. “Acredito que um redutor de velocidade poderia resolver a situação, além da sinalização, que é um absurdo não existir”, afirma Luciano.
Por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura, o diretor do Departamento de Trânsito e Transportes Especiais, Rodrigo Rosa Carmelito, reconhece que se trata de um cruzamento complexo. Ele diz que um projeto já está em elaboração e caso os estudos técnicos indiquem a necessidade de redutores de velocidade, eles serão instalados imediatamente. Ele diz ainda que levantamentos também serão feitos em outros cruzamentos das imediações.