Motoristas reclamam de atrasos e condições de trabalho, mas cooperativa afirma que não houve adesão
O transporte escolar rural em Uberaba está mantido normalmente nesta sexta-feira (17), apesar da ameaça de paralisação por parte de motoristas que alegam atrasos nos pagamentos, cortes na quilometragem e falta de condições de trabalho. A possibilidade de greve havia sido anunciada pela categoria em carta aberta encaminhada à imprensa, à Prefeitura e à Ubervan, responsável pelo serviço.
Entenda o caso: Motoristas do transporte escolar rural ameaçam paralisação em Uberaba por atraso e cortes
No documento, os profissionais afirmaram que ainda não haviam recebido pelos serviços prestados em fevereiro e relataram dificuldades como ausência de locais adequados para alimentação e descanso, permanência prolongada dentro dos veículos e falta de reembolso de pedágios em algumas rotas.
Segundo os motoristas, a paralisação seria uma resposta ao acúmulo de problemas e à falta de avanço nas negociações com os responsáveis pelo serviço.
No entanto, conforme já havia sinalizado o presidente da cooperativa, Paulo Henrique Lima, não houve adesão à paralisação. “Já conversamos com o pessoal e explicamos todos os trâmites. Está dentro do prazo e eles têm ciência disso, então não vai ter paralisação”, afirma.
De acordo com Lima, as demandas da categoria já haviam sido protocoladas junto ao município há cerca de 30 dias e foram reforçadas recentemente. Ele informou que o reajuste solicitado teve parecer favorável e será pago de forma retroativa. “A nota fiscal será emitida hoje e o pessoal está empenhado em pagar o quanto antes”, disse.
O presidente também reiterou que parte das dificuldades enfrentadas pelos motoristas está relacionada a etapas de conferência dos boletins de serviço e à validação das rotas, processo que envolve tanto a cooperativa quanto o município.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que recebeu representantes da cooperativa em duas reuniões realizadas na quarta-feira (15), sendo a última no período da tarde. Segundo a pasta, foram apresentadas soluções estratégicas para organizar os fluxos de pagamento e garantir o cumprimento do contrato.
A Semed destacou que mantém o compromisso com o diálogo e afirmou que atua para resolver os impasses de forma transparente, priorizando a estabilidade do serviço e o direito dos alunos da zona rural à educação.
Anteriormente, a Secretaria já havia garantido que o transporte escolar seria mantido integralmente e que nenhum estudante seria prejudicado, mesmo diante da ameaça de paralisação.
O órgão também reforçou que a organização do trabalho dos cooperados é de responsabilidade da própria cooperativa e reiterou o entendimento de que a paralisação não teria amparo legal, por se tratar de uma relação sem vínculo empregatício.