A retirada de resíduos nas laterais dos trilhos integra ações com a finalidade de melhorar o sistema de drenagem
Um trecho de dois quilômetros de linha férrea que passa pelos bairros Tita Rezende, Residencial Estados Unidos, Parque São José e Residencial Flamboyant está sendo revitalizado. Trata-se de uma série de melhorias realizadas pela VLI, empresa que controla a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A empresa está investindo mais de R$1 milhão nas medidas que têm como objetivo revitalizar a estrutura no entorno dos trilhos e dar mais segurança.
As obras tiveram início em setembro e devem ser concluídas até o fim do ano. De acordo com o gerente de Manutenção de Via Permanente em Uberaba, Luiz Barros, a companhia trabalha na limpeza de canaletas e na remodelação do sistema de drenagem da via. “A importância da obra é realmente trazer melhorias na área de drenagem da água de chuva, contribuindo para evitar o acúmulo, para a segurança tanto da ferrovia quanto para os bairros que fazem divisa com a linha”, avalia.
Ainda conforme a companhia ferroviária, o novo sistema deve minimizar os impactos provocados pelo escoamento de água, evitando alagamentos no período de chuvas, o que poderia atingir casas no entorno. Além disso, como passam, em média, 12 trens por dia pelo trecho que está em obras, é possível alcançar maior estabilidade em atividades desenvolvidas na linha férrea, o que representa ganho em relação à segurança operacional.
A retirada de resíduos nas laterais dos trilhos integra ações com a finalidade de melhorar o sistema de drenagem. O trabalho de limpeza também visa a incentivar a manutenção dessas áreas, com a realização de mutirões para remover lixo e entulho depositados na faixa de domínio. “Realizamos campanhas e trabalhos preventivos de limpeza no perímetro urbano e sempre contamos com a conscientização da comunidade sobre a importância de não jogar lixo nas margens da linha férrea. Recentemente, doamos 20 tambores para a produção de 40 lixeiras colocadas nos pontos de coleta, a fim de ajudar a população”, ressalta o gerente Luiz Barros. Ele lembra que o despejo de materiais próximo à linha representa um risco para as operações ferroviárias e também causa transtornos aos moradores de regiões próximas aos trilhos.