Prefeitura identifica sepulturas danificadas, notifica responsáveis e faz intervenções quando parentes não são encontrados
A recuperação de sepulturas em ruínas nos cemitérios públicos de Uberaba depende também da localização dos familiares responsáveis. Quando eles não são encontrados, a administração municipal realiza os procedimentos necessários para evitar que os túmulos permaneçam abertos, segundo Thaísa Meneghello, responsável pelo setor.
Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, Thaísa explicou que o trabalho inclui identificar sepulturas danificadas e notificar as famílias para que façam os reparos. Segundo ela, a iniciativa teve uma resposta significativa da população, mas os danos continuam ocorrendo devido ao desgaste natural e à ação humana. “Mas nós tivemos uma resposta muito significativa da população e continuamos nesse trabalho de identificar as sepulturas que estão em ruínas, notificar as famílias”, afirma.
O problema já havia sido registrado pelo Jornal da Manhã em maio de 2023, no Cemitério Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, também conhecido como Candongas. Na ocasião, a reportagem registrou dezenas de túmulos com estruturas de concreto quebradas e caixões expostos. A situação havia sido denunciada por um frequentador do local.
Thaísa reconheceu que não é possível eliminar completamente as ocorrências, já que as condições das sepulturas mudam com o passar do tempo. “É um problema que é impossível de se eliminar 100%”, declara.
Segundo Thaísa, o trabalho de identificação e recuperação das sepulturas danificadas precisa ser mantido continuamente, já que novos casos podem surgir com o desgaste das estruturas e a ação humana.