De acordo com o economista Guilherme Almeida, a contribuição da região para o Estado é significativa, uma vez que colabora com 11% do PIB mineiro
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Marcelo Árabe afirma que o estudo ajuda a detectar problemas regionais, subsidiando ações em prol do comércio de bens e serviços
O Triângulo Mineiro responde por cerca de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. O resultado, relativo ao ano de 2014, é do levantamento da série que abrange as regiões de planejamento de Minas Gerais, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio-MG. Segundo a pesquisa, Uberaba assume o segundo lugar entre os dez municípios que possuem o maior PIB do Triângulo Mineiro.
Conforme o levantamento feito pela Fecomércio-MG, os setores predominantes no Triângulo Mineiro são o de serviços (56,5%), indústria (34,7%) e agropecuária (8,9%). De acordo com a pesquisa, 21% do comércio varejista da região atua nos segmentos de tecidos, vestuário e calçados, seguidos por supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 20,3%. A maior parte das empresas varejistas do Triângulo (69%) se insere na categoria de microempresas.
De acordo com o economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, a contribuição da região para o Estado é significativa, uma vez que colabora com 11% do PIB mineiro. Contudo, vale destacar que a distribuição de renda na região é a mais uniforme do Estado. Quando se analisa o PIB per capita, que representa a geração de renda por pessoa, a região aparece em primeiro lugar no Estado.
De acordo com Guilherme Almeida, quando se analisa o ranking do PIB entre os municípios do Triângulo Mineiro, Uberaba assume a segunda posição, com PIB de R$ 11,6 milhões, ficando atrás apenas de Uberlândia. “Essa posição de Uberaba garante certa folga em relação ao terceiro colocado que é Araguari, que registrou R$ 3,4 milhões”, explica.
Entretanto, vale ressaltar, que este resultado, que tem como fonte levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera a produção do ano de 2014. Com certeza, um levantamento atual poderia ter números diferentes, uma vez que o país enfrentou em 2015 e 2016, o pior período da crise econômica. “Geralmente as pesquisas econômicas têm uma defasagem, e certamente o efeito da crise foi sentido pelos municípios da região. Contudo, estamos vivendo um momento de recuperação, de forma lenta, mas está acontecendo”, diz.
Por sua vez, o presidente do Sindicomércio Uberaba, Marcelo Árabe, afirma que o estudo contribui para a identificação das particularidades de cada localidade. “A análise ajuda a detectar problemas regionais, subsidiando as ações dos sindicatos em prol do comércio de bens e serviços no município, juntamente com o Poder Público", avalia.