Painéis com fotografias, elementos radioativos e até vestimentas do século passado fazem parte da exposição interativa Marie Curie, na Biblioteca Municipal de Uberaba
Painéis com fotografias, elementos radioativos e até vestimentas do século passado fazem parte da exposição interativa “Marie Curie”, que está sendo apresentada desde o início da semana na Biblioteca Municipal. A pesquisadora, que estava sempre à frente do próprio tempo, foi a primeira mulher a conquistar grandes prêmios como o Nobel, e em duas categorias, Física e Química.
A visita realizada por Marie Curie a Belo Horizonte e cidades vizinhas em agosto de 1926, que durou três dias, é o foco da mostra. A pesquisa feita pela cientista naquela época a levou a conhecer médicos que já estudavam sobre o tratamento do câncer. A exposição retrata ainda o relacionamento matrimonial e profissional envolvendo pesquisa científica do fim do século XIX e início do XX.
Vinda da capital mineira, a exposição tem como curadora a professora Silvana Souza do Nascimento, diretora de Divulgação Científica da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e monitoramento de universitários, como Aline Nonato de Sousa. “Como ela [Marie Curie] era muito curiosa, veio até o Brasil conhecer a pesquisa, que era a única sendo feita na América sobre a cura do câncer; e achou muito interessante porque o Brasil tinha um instituto do Rádio, hoje Instituto Borges da Costa”, disse.
Com o marido, Pierre Curie, conseguiu descobrir dois elementos radioativos: o polônio, nome dado em homenagem à Polônia, país de origem deles, e o rádio. “Com as descobertas, inclusive durante a 2ª Guerra Mundial, conseguiram ajudar muitos soldados com o aparelho de Raios X. E por trabalhar tão diretamente com a radiação, ela acabou morrendo de leucemia”, explicou.
A física polonesa morreu em 1934, aos 67 anos, outra conquista. Até então ninguém no mundo tinha vivido tanto tempo diretamente com a radiação. A exposição pode ser visitada até o dia 26 de julho, das 8h às 20h.