Fato ocorrido com fumacê na praça da Mojiana borrifando veneno sobre clientes de restaurante, na segunda-feira (1º) não foi problema isolado
Fato ocorrido com caminhonete de fumacê que passou duas vezes na praça da Mojiana borrifando veneno sobre clientes de restaurante, na noite da última segunda-feira (1º), como exposto na coluna Alternativa, não foi um problema isolado. Segundo leitor do Jornal da Manhã, o mesmo aconteceu a uma jovem que andava pelo bairro Universitário nesta quarta-feira (3).
O delegado de polícia Vitor Flávio Monteiro de Paula procurou a reportagem do Grupo JM após presenciar estudante que, segundo ele, provavelmente se dirigia à Universidade de Uberaba (Uniube), tomar um banho de veneno. “Eram 17h20, na rua Pernambuco, bairro Universitário. Eu ia de carro quando vi o fumacê subindo sentido Uniube. Havia vários estudantes subindo, entre os quais alguns conseguiram atravessar para o outro lado da calçada, mas uma estudante não. Passaram a caminhonete beirando a calçada e ela ficou branca de fumaça. Até buzinei para eles e mostrei para que eles desligasse até que a moça passasse para depois continuar. É uma falta de respeito, porque eles buzinaram e abanaram a mão para mim. A moça deve ter voltado para casa, porque ficou impregnada com aquele veneno malcheiroso”, conta.
Para Monteiro de Paulo, o Departamento de Zoonoses deveria rever esse fumacê, estudando melhores horários para passar com o veneno, evitando os horários de maior movimento de pessoas na rua, como crianças voltando da escola ou pessoas do trabalho, bem como estudantes saindo de casa. “Concordo plenamente que o mosquito da dengue tem que ser combatido, mas, espera aí, combater o mosquito, não as pessoas que estão em restaurantes, como aconteceu na Mojiana e como agora. Acho que eles deveriam passar o fumacê de madrugada ou à noite, quando não há ninguém na rua. Por isso, corroboro com a opinião do médico João Gilberto Rodrigues da Cunha, segundo a coluna dele, de que esse fumacê tem que passar é de avião, pegando a cidade toda”, pontua o delegado.
Através da assessoria de imprensa, o diretor de zoonoses, Antônio Carlos Barbosa, disse que tentará viabilizar uma reunião nesta quinta-feira (4) entre o secretário de Saúde, Fahim Sawan, e os 16 funcionários que atuam nos fumacês, para reforçar a orientação do desligamento do veneno e das bombas antes de passar próximo a aglomerações de pessoas. A assessoria reforçou ainda que o fato não foi proposital.