Crítica ao processo seletivo de docentes para o curso de Educação Física da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) motiva nota de esclarecimento à comunidade. Na semana anterior, através de e-mail, leitor do Jornal da Manhã, Saulo Magalhães, apresentou sua insatisfação, questionando os critérios utilizados pela instituição para a escolha do profissional a ocupar o cargo de professor nas disciplinas: Aspectos Teóricos e Práticos das Lutas, Didática Geral e da Educação Física. Magalhães queixa-se de jogo de cartas marcadas. Segundo ele, a instituição federal de ensino abriu inscrições para concurso ao qual uma das vagas já teria dono. “Essa vaga era para o coordenador do curso e que, inclusive, ele próprio estava elaborando o projeto político pedagógico”, afirmou. Em nota, a reitora da UFTM informou que todos os concursos para preenchimento de cargos nas universidades federais são públicos, ficando garantidas aos candidatos que preencherem os requisitos iguais condições de disputa. E no caso específico do questionamento – uma vaga para professor do curso de Educação Física –, a situação não é diferente, tendo os candidatos igual direito, independente de suas contribuições no preparo do projeto pedagógico. Ainda na nota, o reitor pro tempore da UFTM, Virmondes Rodrigues Junior, pondera que vários profissionais contribuíram para o desenvolvimento dos projetos pedagógicos e não seria justo impedi-los de disputar qualquer vaga, assim como não seria justo privilegiá-los no concurso pela contribuição prestada. “Caberá à Comissão Examinadora, formada por três ou cinco professores, a tarefa de selecionar os candidatos com critérios acadêmicos e isenção”. Caso qualquer candidato tenha suspeição dos membros da comissão, poderá apresentar pedido de impugnação, e os nomes dos componentes da banca examinadora serão revistos. É garantida, ainda, aos candidatos, a apresentação de recursos em qualquer uma das notas a eles atribuída. (EI)