Este é um dos problemas da unidade que também sofre com a falta de material básico para seu funcionamento o que resultou num baixo-assinado medindo maior atenção para a questão
Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que moram na região do bairro Boa Vista, onde funciona a Unidade de Saúde Terezinha das Graças Girão de Carvalho, estão enfrentando sérios problemas com a falta de medicamentos no setor. Este é um dos problemas da unidade que também sofre com a falta de material básico para seu funcionamento. Para os moradores que procuram atendimento no setor, isso configura uma crise muito grave. Motivo pelo qual levou alguns usuários a fazer abaixo- assinado pedindo maior atenção do Poder Público para a questão. Uma dona de casa que não quis ser identificada, porque segundo ela vai constantemente ao posto em busca de atendimento, se viu numa situação difícil na semana passada quando a filha passou mal e foi examinada por um profissional da própria unidade, mas não conseguiu os remédios receitados. Os medicamentos deveriam ser fornecidos pela unidade, mas não foram encontrados na farmácia que funciona na sede da URS. “Se procuramos atendimento público é porque não temos condições de pagar particular, mas aí fica difícil porque na hora que a gente mais precisa é deixado na mão”, disse a mãe, preocupada com a saúde da filha. O secretário de Saúde, Valdemar Hial, disse que assim que os projetos votados no mês passado para a área da Saúde pelo Legislativo forem colocados em prática, todos os problemas serão sanados. Para o vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jurandir Ferreira, os projetos foram votados a toque de caixa. “Até o município abrir processo seletivo para designar mais médicos para as unidades vai demandar tempo”, reclamou. Ele disse que este não é um problema específico da unidade do bairro Boa Vista, mas que em todas as unidades falta o essencial como por exemplo, produtos de higiene. Ressaltou que a gerência da regional faz o seu trabalho na medida do possível, creditando a responsabilidade pelo problema ao setor competente. Na última sexta-feira, ele visitou a unidade onde verificou alguns problemas. Para o membro do conselho, o governo municipal deveria priorizar ações. Ele definiu como visão equivocada a determinação de corte na área da Saúde, enquanto fazem obras milionárias em outros setores. “Há uma contradição muito grande entre o que se fala e o que se faz”, acrescentou Jurandir.