A reunião teve a participação do presidente da Câmara Brasil África de Agricultura Agropecuária Tecnológia (CBAA) Sinfronio Júnior, o Embaixador do Zimbábue no Brasil, Meshack Kitchen e representantes do MAPA (Foto/Divulgação)
Representantes da Universidade do Agro, da Uniube, participaram de uma reunião estratégica no Itamaraty para discutirem termo de cooperação técnica entre o Brasil e o Zimbábue, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento agrícola no país africano.
O foco principal da reunião foi a implantação de um Centro de Serviços Agrícolas na região da capital zimbabuana, Harare. A iniciativa visa planejar e organizar as produções agrícolas locais, além de oferecer treinamento e capacitação à população do país. O projeto tem como meta fomentar a produtividade agrícola sustentável e contribuir para a segurança alimentar e o fortalecimento econômico do Zimbábue.
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O encontro contou com a presença do presidente da Câmara Brasil-África de Agricultura, Pecuária e Tecnologia (CBAA), Sinfrônio Júnior; do embaixador do Zimbábue no Brasil, Meshack Kitchen; do chefe do Ministério das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e de CEOs de empresas do setor agrícola.
Durante o evento, a equipe da Universidade do Agro destacou sua expertise em cadeias produtivas e programas de capacitação técnica voltados ao agronegócio. “Nosso objetivo é compartilhar o conhecimento e as tecnologias brasileiras, adaptando-os às necessidades locais, para que possamos contribuir efetivamente com o desenvolvimento sustentável do Zimbábue”, afirmou Francisc Henrique Silva, professor da Universidade do Agro.
O professor Eduardo Gouvêa, da Universidade do Agro, enfatizou a relevância da construção de um business plan detalhado para apresentar o projeto aos órgãos de fomento, além de servir como ferramenta essencial para o acompanhamento e gestão do centro na região de Harare. Ele também ressaltou a importância da capacitação da mão de obra local como um dos pilares para garantir a continuidade e o sucesso das atividades iniciadas. “É fundamental não apenas transferir conhecimento, mas criar uma base sólida de profissionais qualificados que possam conduzir as operações no longo prazo, assegurando o impacto duradouro da iniciativa”, destacou Gouvêa.
O professor Evandro José Rigo, especialista em cadeias produtivas, será responsável pela organização da produção da cadeia de proteína de origem animal no Zimbábue, contribuindo diretamente para a segurança alimentar do país. “Nosso trabalho será fundamental para estruturar processos produtivos eficientes, garantindo não apenas o abastecimento local, mas também a qualidade e sustentabilidade da produção de proteína animal”, afirmou Rigo.
Com o compromisso firmado, os próximos passos incluem a formalização do termo de cooperação, o detalhamento das ações e o levantamento de recursos para a implementação do centro de serviços. Espera-se que a parceria fortaleça a presença brasileira na África e reforce o papel do Brasil como líder em inovação agrícola em escala global, afirma Sinfrônio Júnior.
O agronegócio no Zimbábue tem enfrentado desafios, como a escassez de alimentos e a necessidade de importar fertilizantes e trigo. No entanto, o país tem feito esforços para melhorar a agricultura, como promover a agricultura climaticamente segura, com a utilização de barragens e poços para irrigar as terras, adaptar a pecuária às zonas agroecológicas, privilegiando animais menores em zonas secas, impulsionar a produção agrícola com a iniciativa Tecnologias para a Transformação Agrícola Africana (TAAT) e apoiar a implementação de reformas da política agrícola e comercial.