CIDADE

UPA não identifica apendicite e jovem de 16 anos perde a vida

Além de muita tristeza, é claro, a família está bastante revoltada e alega descaso de enfermeiros e médicos que trabalham na unidade

Geórgia Santos
Publicado em 28/02/2013 às 11:17Atualizado em 19/12/2022 às 14:28
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Luciana Lima da Silva chora ao contar à reportagem do JM o drama vivido com o filho na UPA São Benedito

Mãe denuncia negligência de médicos em atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento do bairro São Benedito. De acordo com a dona de casa Luciana Lima da Silva, o filho de 16 anos morreu na tarde de terça-feira (6) e ela acredita que o fato poderia ter sido evitado se os profissionais da UPA tivessem realizado atendimento mais adequado. Sem diagnóstico desde o primeiro atendimento, na semana passada, ela conta que só descobriu que o filho estava com o apêndice supurado no dia em que ele morreu.

Além de muita tristeza, é claro, a família está bastante revoltada e alega descaso de enfermeiros e médicos que trabalham na unidade. “Meu filho sentiu as primeiras dores na quarta-feira, dia 20. Levamos à UPA e lá ele fez alguns exames, tomou medicamento e disseram que ele poderia ir embora, pois não havia nada de errado. Depois de alguns dias voltamos à unidade, no início dessa semana, com ele sentindo dores fortes na barriga, e desta vez fez exame de raios X e a médica disse que eram apenas gases”, explica a dona de casa, ressaltando que o filho permaneceu internado.

Durante os dias que ele esteve na UPA, Luciana conta que o filho viveu à base de morfina, porque as dores eram muito fortes. “Ele chegou a vomitar sangue e neste momento chamei a enfermeira, que disse que era secreção, e que ele mesmo poderia limpar. Mas ele não tinha condições, estava fraco, e sempre gemendo de dor. Na noite de segunda-feira (25), percebi que o corpo estava gelado, os dedos e a boca roxos, e foi neste momento que colocaram o balão de oxigênio. Encaminharam-no ao Hospital de Clínicas, mas já era tarde demais. No hospital, não houve problema, recebemos um ótimo atendimento, os médicos fizeram exames com urgência e logo diagnosticaram que o apêndice estava supurado. Tentaram a cirurgia, mas foi em vão, as condições estavam ruins”, explica a mãe.

E, diante desta situação, a família está bastante revoltada. Luciana questiona o atendimento na UPA, onde nada foi diagnosticado. “Diziam que era apenas gases, enquanto que o real problema se alastrava. Quero justiça, para evitar que fatos assim se repitam”, afirma.

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