CIDADE

Uso do sidecar pode reajustar o gás em 10%, prevê revendedor

Já está em sendo realizada, desde ontem, a fiscalização do cumprimento da regra que exige o uso do sidecar ou semirreboques nas motos

Paulo Borges
Publicado em 08/08/2012 às 10:15Atualizado em 19/12/2022 às 18:04
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Motocicletas com acessórios na garupa estão proibidas de circular e ficam paradas em depósito

Já está em sendo realizada, desde ontem, a fiscalização do cumprimento da regra que exige o uso do sidecar ou semirreboques nas motocicletas utilizadas para entrega de gás ou água. Trata-se de resolução do Contram, que prevê as adaptações dos veículos. Quem for flagrado descumprindo a lei terá de pagar multa e ficará sem o veículo.

Ontem, no entanto, a reportagem do Jornal da Manhã flagrou diversas motocicletas ainda não adaptadas entregando gás e água pela cidade. O Sindicato dos Revendedores de Gás de Uberaba e Região (Sindigás), no entanto, não se pronunciou sobre o caso.

Por outro lado, quem já sente os efeitos da mudança são os consumidores. Para se ter uma ideia, com o uso do sidecar, o tempo gasto para as entregas aumentou consideravelmente. “Uma entrega que levaria 10 minutos, por exemplo, agora chega a quase 40 minutos, dependendo do lugar de destino. Isso acontece porque o motociclista não pode transitar com o veículo em vias muito íngremes, correndo o risco de acidentes”, afirmou Daiane Cristina, atendente de um depósito de gás da cidade.

Os consumidores devem ficar atentos, porém, não só em relação ao prazo de entrega. Informações de pessoas ligadas ao Sindigás dão conta de que o valor final do botijão vai sofrer reajuste considerável nos próximos dias. O preço médio de R$ 45 vai saltar para R$ 50. “Ainda não sabemos quando, mas será logo”, afirmou uma pessoa que optou por não se identificar.

Tentativa. O Sindigás vai encaminhar ofícios à Abraciclo, ao Inmetro e ao próprio Denatran, relatando os problemas encontrados na legislação. Entre eles estão a perda da garantia de fábrica das motos ao instalarem sidecar e a redução da vida útil do motor desse tipo de veículo, para o transporte de produtos diversos. “A partir do momento que você mexe na estrutura da moto, perde-se a garantia da fábrica. Isso é muito ruim para quem trabalha no segmento”, avaliou um dono de depósito de gás, que também não quis se identificar. Ele revelou que o Sindigás optou por não entrar em confronto com a Secretaria de Trânsito, no entanto, deixou claro que, caso alguma motocicleta seja apreendida pelo não uso do sidecar, a categoria irá promover uma paralisação.

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