Família residente no bairro Abadia praticamente implora pela cessão de uma ambulância para o transporte de uma senhora com esquizofrenia. Rubiana de Oliveira, 31 anos, conta que sua tia, Maria Aparecida, 59, sofre com o transtorno mental e precisa ser atendida três vezes por semana no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) do bairro Santa Maria. Porém, o deslocamento é caro e quase impossível, com a tia nessas condições.
“Já solicitamos uma ambulância na Secretária de Saúde. Porém, fomos informadas de que isso é impossível, já que as ambulâncias são apenas para os casos de urgência. Entretanto, fiquei sabendo que é um direito nosso ter essa ambulância disponível”, contou à reportagem do Jornal Manhã, revelando que a tia é aposentada e há alguns anos tem que se deslocar ao Caps do bairro Santa Maria, por meio de táxi. “Gastamos boa parte da aposentadoria dela com esse transporte. Se é um direito nosso, queremos que seja cumprido”.
A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que os pacientes do Centro de
Atenção Psicossocial (Caps) têm direito ao transporte, basta entrar em contato com a assistente social na própria unidade, para agendar. No caso da paciente, a solicitação já havia sido feita e o atendimento estava programado sem nenhum problema, antes de qualquer intervenção da reportagem. A família da paciente foi apenas informada que era necessário um prazo para incluir a usuária no roteiro de transporte. A reportagem checou nesta sexta-feira e, segundo a usuária, o transporte passou a ser oferecido.